quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

1.º de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência

A Restauração da Independência em Portugal comemora-se anualmente no dia 1 de dezembro, sendo que esta comemoração foi retomada como um feriado em 2016.

No movimento restaurador perpassam duas ideias como fio condutor: a primeira sustém a ideia de que a coroa foi usurpada em 1580 à Casa a que pertencia de juro e herdade – o ducado de Bragança; a segunda afirmava que a unia se fizera pela força mas jurara respeitar as leis e os costumes do Reino de Portugal. Não esqueçamos que esta ideia de união ibérica não era inédita. Filipe I, nas cortes de Tomar em 1581, jurou cumprir as condições da união dinástica tal como as definira D. Manuel I em 1499, quando foi jurado por Príncipe de Castela.

Filipe II, aclamado Rei

A revolta palaciana ocorrida do dia 1 de Dezembro de 1640 foi protagonizada pela nobreza com a intenção de liderar os protestos sociais que iam ocorrendo pelo país. Estas revoltas e motins populares ameaçavam a ordem social, pelo que as elites políticas e sociais tinham todo o interesse em controlar. As revoltas populares que correram durante os últimos vinte anos da governança filipina foram esmagadas com o contributo dos mesmos que em 1640 conquistaram o poder.

D. João IV, aclamado Rei
Neste processo que culminou na aclamação de D. João IV como rei de Portugal os interesses das elites portuguesas foram decisivos. Nem todos estiveram ao lado de D. João IV. Entre a nobreza e a alta burguesia houve cisões, consoante a sua maior ou menor ligação à monarquia castelhana. A Igreja também não escapou a esta luta. A Inquisição, verdadeiro estado dentro do estado, tomou o partido de Castela, perseguindo os mercadores e banqueiros que apoiavam o esforço de guerra e diplomático do novo governo português. D. João IV não teve poder para impedir que muitos dos que com ele privavam tenham sido presos pela Inquisição, tal o poder deste Tribunal.
A Restauração da Independência que hoje comemoramos apresenta-se-nos como um acontecimento histórico no qual múltiplos interesses se confrontaram, sendo os do Povo os menos considerados. A Restauração obedeceu aos interesses das forças dominantes no reino, aliás no seguimento da construção da identidade nacional que se forjou, desde o início, pela acção  e no interesse das elites. O tempo dos nacionalismos ainda estava longínquo.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português.

                                                                                                      Fernando Nunes
Equipa Educativa da Biblioteca Escolar


Para saberes mais, podes visualizar:



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Os Zbiriguidófilos - Exposição na Biblioteca Escolar

Depois da história na sala de aula… “O Zbiriguidófilo” foi imaginado pelos alunos do 2.º B e do 2.º D, dando origem a uma maravilhosa exposição que fez sucesso na biblioteca escolar.

Às professoras e aos  alunos, muitos parabéns pela iniciativa e pelo sucesso na atividade!


“O (s) Zbiriguidófilo (s)”, foram um verdadeiro sucesso.




O livro “O Zibiriguidófilo e Outras Histórias”, escrito por Pitum Keil do Amaral e ilustrado por Luísa Brandão, prima pela sua singularidade, sendo a inversão e o riso outras das suas características.



O livro é composto por cinco contos: “O Senhor que Lia o Jornal” (pp. 3-6), “O Zbiri­gui­dó­filo” (pp. 7-11), “O Menino e o Touro” (pp. 12-20), “Uma História de Pinguins” (pp.21-24) e “Uma História de Pira­tas...” (pp. 25-28). O título do macrotexto é dado pela segunda história, “O Zbiriguidófilo”, inaugurando a entrada do leitor em narrativas inscritas no mundo do “faz-de-conta” e, algumas vezes, às avessas, um mundo construído ao contrário, invertido e renovador de estruturas e valores narrativos instituídos. É também por isso que se inicia a leitura por aquela que será a primeira história das “outras histórias” e não por aquela que empresta o seu título à colectânea.
Ana Vasconcelos (2009)

"O zbiriguidófilo"

Capítulo 1 -

Era uma vez um menino que tinha um zbiriguidófilo em casa.
Foi um tio, que viajava muito, quem lhe trouxe um dia o zbiriguidófilo, das ilhas Sandwich na Polinésia, escondido numa lata de bolachas (pois, como sabem, é proibido trazer zbiriguidófilos de lá).
É claro que o menino ficou muito contente: mais ninguém tinha um zbiriguidófilo senão ele!
E, além disso, o zbiriguidófilo era lindo: tinha várias cores e, quando o punham ao sol, mudava as cores dumas para as outras (de maneira que ficava sempre com as mesmas, mas trocadas – não sei se estão a perceber: onde antes era amarelo, ficava verde, e onde era verde ficava amarelo…).
O menino tinha muito cuidado com o zbiriguidófilo, está visto. Era o seu tesouro!
Lavava-o, dia sim dia não, com uma mistura de sumo de tomate e pó de talco, pois é assim que os zbiriguidófilos ficam mais luzidios, e secava-o depois entre as folhas do caderno de matemática, pois é isso que faz os zbiriguidófilos felizes. Os zbiriguidófilos adoram papel quadriculado.
O menino sonhava levar um dia o zbiriguidófilo à escola, e mostrá-lo aos seus amigos. Mas os pais ainda não tinham deixado:
– E se o zbiriguidófilo se assustava com tanto barulho? Sabe-se lá o que podia acontecer…
O menino quase todos os dias insistia: – Deixem-me levar o zbiriguidófilo! Eu prometo tomar conta dele, e vão ver que não acontece nada…
Tanto insistiu, que ficou combinado: na segunda-feira seguinte – depois de um fim-de-semana com juízo – ele levaria o zbiriguidófilo consigo para a escola. O pior foi o que aconteceu a seguir!

Capítulo 2 -

No sábado, à hora do almoço, quando o menino veio da escola – não encontrou o zbiriguidófilo no sítio do costume (que era dentro de uma jarra de latão que havia na sala).
Foi ter com a mãe:
– Viste o zbiriguidófilo?
– Eu não – disse a mãe –, tenho estado a fazer o almoço e não reparei nele.
(Essa agora! Os pais, às vezes, são mesmo disparatados, não acham? Como é que se deixa assim desaparecer um zbiriguidófilo sem dar por nada?! E logo antes da visita à escola!)
Foi uma aflição!
O menino procurava por toda a casa. A menina procurava na marquise. Até o pai, quando veio, ficou muito ralado e foi para a rua perguntar se alguém da vizinhança teria visto o zbiriguidófilo.
Nada.
À noite, o menino deitou-se e não conseguia dormir, tão triste estava.
A mãe veio consolá-lo: – Ele aparece, não estejas preocupado. Tenho a certeza de que vai aparecer.
O menino só não chorava porque tinha um bocadinho de vergonha.
Por fim, lá adormeceu.

Capítulo 3 -

No dia seguinte, mal acordou, foi a correr à jarra de latão – mas o zbiriguidófilo não tinha voltado.
Um zbiriguidófilo tão bonito…
Todo o dia procuraram, e nada… E no dia seguinte era segunda-feira!
Que desgosto!
À noitinha, como de costume, o menino foi à casa de banho antes de se deitar. Muito triste… lavou os dentes; fez as suas necessidades; puxou a correntinha e
– IIIIIIIAAAAAAAAAUUUUUUUU!!!
Então não era o zbiriguidófilo que estava escondido dentro do autoclismo?! Vejam lá!
Todo molhado! Cheio de frio! Cheio de fome!
Mas calculem a alegria que foi naquela casa!
Foi preciso gastar quase um litro de sumo de tomate e 125 gramas de pó de talco para o pôr outra vez luzidio.
E na segunda-feira de manhã, lá foi para a escola, dentro de uma caixa de sapatos forrada a papel quadriculado, todo bonito!

Capítulo 4

Como era de esperar, fez um sucesso: todos queriam pegar-lhe; fizeram-lhe muitas festas; e umas meninas disseram que era a coisa mais fofa que tinham visto.
Ora isto é o máximo que se pode dizer a um zbiriguidófilo. Ficam tão contentes que já nem sabem o que fazer para mostrar a sua satisfação… Depois de ter pulado para todos os candeeiros da sala de aulas, o zbiriguidófilo deu dentadinhas nas canelas de todos os meninos, sem esquecer um único; fez chichi na bata da senhora contínua e deitou-se de barriga para o ar na secretária da professora!
A senhora professora foi então buscar um grande dicionário, e disse:
– Vou ler aos meninos o que diz aqui sobre os zbiriguidófilos… (abriu o livro… procurou em várias folhas, enquanto dizia – ora… zbiriguidófilo… zbiriguidófilo… vem na letra Z… – passou muitas folhas – Não, não está na Z… Ah! Claro, vem na letra S… Sebiriguidófilo, evidentemente… – andou muitas folhas para trás… muitas…).
(E como nós não podemos estar aqui à espera que ela encontre a palavra no dicionário para saber o que é um zbiriguidófilo, vocês depois procuram, está bem?)

Agora, o melhor é irem para a cama, e sonharem com o zbiriguidófilo!

A Equipa da Biblioteca deseja Boas leituras!



domingo, 27 de novembro de 2016

Sessões de literacia da informação na Biblioteca Escolar

Realizámos sessões de literacia da informação para as turmas do 3.º C e do 3.º D, no sentido de apoiar os utilizadores a desenvolverem competências para melhor explorarem os recursos da biblioteca escolar.
É muito importante que os alunos aprendam como a informação está organizada e quais os diferentes suportes que podem usar.

Relembrámos como estão organizados os documentos
Apresentámos o modelo Big 6 para ajudar os alunos a criarem um método de pesquisa e a terem um pensamento mais organizado na gestão da informação.

Apresentação do modelo de pesquisa da informação Big6


Turma 3.º C

A literacia da informação é considerada de extrema importância em termos sociais, individuais e é fundamental para um exercício de cidadania

Turma 3.ºD
Estas sessões vão continuar através de um trabalho prático que irá envolver as diferentes fases do trabalho de pesquisa.
Tentaremos dar resposta às diferentes questões que se colocam quando fazemos um trabalho de pesquisa: 
- Onde encontrar a informação necessária?
- O que fazer com essa informação?
- Como organizar e apresentar a informação?
São algumas das questões a que tentaremos dar resposta nas próximas sessões, pois pretendemos, acima de tudo, desenvolver as competências dos alunos em literacia da informação.

A equipa das Bibliotecas Escolares

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

LITERACIA 3D

Esta semana, em articulação com os docentes de português, matemática e ciências, apoiamos a participação dos alunos  no desafio LITERACIA 3D.
Trata-se de uma iniciativa da Porto Editora, com o propósito de os alunos avaliarem as suas competências em três áreas do saber: leitura, matemática e ciência.

Com esta iniciativa, pretendemos ajudar os alunos a desenvolverem competências nas diferentes literacias e contribuir para desenvolver a sua formação pessoal e social.

Participam alunos do 5.º ano (Literacia da leitura), do 6.º ano (Literacia Matemática) e do 7.º ano (Literacia Científica).




A Equipa da Biblioteca Escolar valoriza a participação e o empenho dos alunos neste desafio!

sábado, 19 de novembro de 2016

Clube de Leitura - Pais e Filhos da Escola de Santiago Maior

O Clube de leitura – Pais e Filhos da Escola de Santiago Maior, nasceu da necessidade em envolver os pais no desenvolvimento da leitura dos filhos, criando, ao mesmo tempo, um espaço de afeto, alegria e partilha onde o livro é o objeto principal.

Assim, realizamos encontros mensais, com pais e filhos, para um tempo de leitura e um tempo de partilha sobre as experiências leitoras.
A primeira sessão do Clube de Leitura realizou-se no passado dia 10 de novembro, pelas 17h30, na Biblioteca Escolar de Santiago Maior, e foi dinamizado pela professora Fátima Silva.

Está lançada a semente para nos juntarmos em torno do livro, num momento rico e envolvente na partilha do prazer de ler e ouvir histórias.

Leitura e animação de algumas obras:



Por fim, a professora Fátima contou a história da tartaruga Lili, inspirada  no livro "Umgali", uma aventura da selva africana, onde a magia também acontece.





Todos os livros estão na biblioteca à tua espera!
Boas leituras!