terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Dia Universal dos Direitos da Criança - Atividades realizadas

A Biblioteca Escolar de Santiago Maior associou-se à proposta da Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito da comemoração do Dia Universal dos Direitos da Criança, e ao desafio lançado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Beja.
Desenvolvemos atividades diversificadas com os alunos desde o pré-escolar ao 3.º ciclo.
Agradecemos às turmas do 2.º A, 3.º C, 3.º D e 4.º D das Escolas de Santiago Maior e às turmas do Pré-Escolar e do 1.º ciclo da Biblioteca Escolar de Penedo Gordo. Um agradecimento aos alunos do 2.º e 3.º ciclo que, de forma voluntária, colaboraram connosco.
Partilhamos o registo de algumas atividades.



A equipa da Biblioteca agradece.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Retalhos da História - 1 de Dezembro de 1640 - Restauração da Independência de Portugal.

"A Restauração da Independência é o nome dado ao golpe de estado revolucionário ocorrido a 1 de dezembro de 1640, chefiado por um grupo designado de “Os Quarenta Conjurados” e que se alastrou por todo o Reino, pela revolta dos portugueses contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da dinastia filipina castelhana, e que vem a culminar com a instauração da 4ª Dinastia Portuguesa - a casa de Bragança - com a aclamação de D. João IV (...)."
Esse dia, designado como Primeiro de Dezembro ou Dia da Restauração, é comemorado anualmente em Portugal desde o tempo da monarquia constitucional
                                                                                                                                    In: Wikipédia 

Lembramos que a dinastia espanhola dos Filipes governou o país entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono.



Vejamos como tudo se passou:

D. João IV

D. João IV reinou de 1640 a 1656. Desde 1636 que os Portugueses procuravam D. João IV, ainda como duque de Bragança, no seu paço de Vila Viçosa e tentavam convencê-lo da necessidade, para o bem do país, de vir a ser rei de um Portugal independente e liberto da pesada herança da dinastia filipina.

Quando chegou a Lisboa, a 6 de dezembro de 1640, foi vivamente festejado pelo povo. A 15 de dezembro desse ano, no Terreiro do Paço, foi solenemente aclamado rei. Nesse mesmo dia, o rei começou logo a trabalhar para resolver os problemas mais urgentes do reino e dar continuidade à sua independência. Começou também a preparar a resposta para a vingança que haveria de vir de Espanha.

Contudo a sorte beneficiou mais uma vez os Portugueses. Divididos em várias frentes de batalha, os Espanhóis lutavam contra a França, a Inglaterra e a Holanda e não podiam atacar em força.

Assim, D. João IV teve mais possibilidades para se organizar militarmente e para começar o trabalho de reforçar a fortificação dos castelos e fortalezas fronteiriços com a Espanha, principalmente nas Beiras e no Alentejo.

Era urgente informar os países da Europa da independência portuguesa e, para isso, D. João IV começou por enviar diplomatas aos países que estavam em guerra com a Espanha para reconhecerem de novo Portugal como país independente e não o atacarem como se ainda fosse uma província espanhola, quer nos seus territórios ultramarinos (as colónias), quer nos navios que cruzavam todos os continentes.

Os diplomatas eram portugueses muito instruídos, hábeis e inteligentes e capazes de conseguir resultados positivos. O maior, o mais inteligente e notável foi o Padre António Viera, que foi também um grande escritor.

Alguns nobres aliaram-se a importantes membros do clero e conspiraram para tirar do trono o rei português e devolver o poder a Espanha, a troco de regalias que esta pudesse oferecer. A tentativa não teve consequência, apesar de ter ocorrido um atentado contra D. João IV em Lisboa, do qual saiu ileso. D. João IV castigou com muito rigor os principais organizadores desta conspiração, afirmando assim o seu poder perante os seus inimigos.

D. João IV foi um dos mais cultos reis de Portugal. Músico e grande compositor, a música da sua autoria é ainda hoje tocada em Portugal e no estrangeiro. D. João IV nasceu em Vila Viçosa a 19 de Março de 1604 e era o 7.º duque de Bragança, 3.º Duque de Barcelos e 5.º duque de Guimarães, portanto, com plenos direitos ao trono de Portugal. Com D. João IV iniciou-se a quarta e última dinastia – a de Bragança.

D. João IV, para obter a paz e o reconhecimento da França, mandou o padre António Vieira pedir em casamento a filha do duque de Orleães para o seu filho e futuro herdeiro, o príncipe D. Teodósio. O casamento foi aceite mas, entretanto, o príncipe herdeiro morreu. A morte de D. Teodósio foi um desgosto profundo para os reis, agravado pelo facto de o príncipe D. Afonso, segundo filho dos reis, ser portador de doença que o tornava incapaz por afetar não só os membros, mas também o raciocínio.

D. João IV morreu três anos depois da morte de seu filho, D. Teodósio. O infante D. Afonso era agora o príncipe herdeiro. Tinha 13 anos. O irmão, o infante D. Pedro, era uma criança. D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João IV, preparava-se para ser regente e não deixar o reino à deriva.


A Rainha D. Leonor de Gusmão

D. Luísa Francisca de Gusmão era espanhola, mas mais parecia ter sangue português, porque foi ela a grande encorajadora do marido para aceitar o risco de fazer face a poderio de Espanha e ser rei de Portugal. Quando surgiu a oportunidade de D, João IV assumir a coroa portuguesa, D. Luísa de Gusmão terá afirmado ao marido: «Mais vale ser rainha por uma hora do que duquesa toda a vida».

A clareza e a força do seu pensamento contribuíram para que D. João IV cumprisse o seu papel de restaurador da monarquia portuguesa. A ela é também atribuída a frase: «É preferível morrer reinando que viver servindo».

D. João IV
D. Luisa de Gusmão

Padre António Vieira
D. Afonso VI
Fonte: L. Castelo, A. Salvador, Reis e Rainhas de Portugal, Sintra, Impala, 2005 (adaptado).

Para saberes mais, podes clicar no vídeo e nas imagens:







A Equipa da Biblioteca deseja boas leituras!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A AJUDARIS no nosso Agrupamento!

 
Quem Somos?

A AJUDARIS é uma associação particular de carácter social e humanitária de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que luta diariamente contra a fome, pobreza e a exclusão social.Foi fundada em Julho de 2008 e considerada de Utilidade Pública desde Outubro do mesmo ano. A AJUDARIS figura assim como uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social.
Foi fundada por um grupo de voluntários que, pontualmente, faziam Intervenção Social, no terreno, junto de populações mais carenciadas do Grande Porto. Perante os constantes apelos da comunidade apoiada, surgiu a necessidade de criar respostas mais regulares, organizadas e eficientes que visam o desenvolvimento de um trabalho multidisciplinar.
 
Objetivos

- Promover diversas actividades de carácter social e humanitário que contribuam para a inclusão e integração social;
- Auxiliar no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, através da garantia dos direitos básicos de cidadania, visando auxiliar os grupos mais desfavorecidos;
- Articular e complementar o trabalho social com as várias Entidades Públicas e Privadas;
- Criar Equipamentos Sociais e Redes de Cooperação que possibilitem um apoio individual tendo em conta as problemáticas e idiossincrasias de cada Utente. 
 A Missão
 
Estimular e promover a qualidade de vida dos seus utentes, visando desenvolver a autonomia, combater a solidão, bem como, promover a interação destes com as suas famílias, com grupos sociais de faixas etárias heterogéneas, instituições e comunidade em geral.
 
Valores e princípios
 
- Humanização e personalização no atendimento, na ação e nos serviços prestados;
- Respeito pela individualidade, privacidade, intimidade e direito dos utentes e colaboradores;
- Espírito de acolhimento e de solidariedade;
- Envolvimento, dedicação e compromisso em todo trabalho a desempenhar.
 

https://www.rtp.pt/play/p3025/bom-dia-portugal-fim-de-semana
Clica na imagem para teres acesso à reportagem.
http://www.ajudaris.org/site/
Clica na imagem para teres cesso a + informação sobre a AJUDARIS
                       
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sábado, 18 de novembro de 2017

Dia Universal dos Direitos das Crianças - Proposta de atividades

Para que 20 de novembro seja um dia divertido com uma mensagem séria, das crianças, pelas crianças, a UNICEF apela ao desenvolvimento de iniciativas que deem voz às crianças, em que estas reflitam sobre os seus direitos e expressem o seu apoio aos milhões de crianças que estão fora da escola, desprotegidas e desenraizadas."

Neste sentido, a UNICEF disponibiliza um Guia para Educadores e Professores com um conjunto de sugestões de atividades que podem ser realizadas com as crianças.

Para aceder, basta clicar na imagem.




Este é o vídeo da Campanha da UNICEF:



Durante a próxima semana, a equipa da biblioteca irá desenvolver atividades relacionadas com o "Dia Universal dos Direitos da Criança".


Fontes: http://www.rbe.min-edu.pt/np4/2027.html
Participa!



Dia Universal dos Direitos das Crianças

A 20 de novembro comemora-se um duplo aniversário que pretende alertar e sensibilizar para os direitos das crianças de todo o mundo: proclamação da Declaração dos Direitos da Criança (1959) e adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Imagem ilustrativa: https://goo.gl/cJjWVV


A Convenção dos Direitos das Crianças (CDC) não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e proteção eficaz dos direitos e liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal apenas ratificou a Convenção a 21 de Setembro de 1990.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)


Artigo 24 ‐ Todas as crianças têm o direito “... a gozar do melhor estado de saúde possível...” (incluindo o acesso) a “... cuidados de saúde primários, ...alimentos
nutritivos... água potável...”
Criança deslocada espera a sua vez para receber alimentos, Paquistão.

• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)

Artigos 28 e 29 ‐ OS Estados Partes devem reconhecer “... o direito da criança à educação...” (a fim de) “promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos dons e aptidões mentais e físicas....”
Raparigas deslocadas numa escola provisória, Paquistão.

• os direitos relativos à proteção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)

Artigos 32 e 36 ‐ A criança deve ser “protegida contra a exploração económica ou sujeição a trabalhos perigosos...” e “... contra todas as formas de exploração...”
Crianças trabalhadoras numa mina de ouro, República Democrática do Congo.

• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)


Artigos 12 e 14 - "... a criança com capacidade de discernimento (tem) o direito de exprimir livremente a sua opinião (e) o direito à liberdade de... pensamento, de consciência e de religião." 






A UNICEF  é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento. Rege-se pela Convenção sobre os Direitos da Criança, e trabalha para que esses direitos se convertam em princípios éticos permanentes e em códigos de conduta internacionais para as crianças.

O vídeo seguinte, editado pela UNICEF em 2010, ilustra bem o trabalho desta Organização a nível Mundial e a necessidade de continuar a defender os Direitos aos milhões de crianças que estão fora da escola, desprotegidas e desenraizadas."






A fim de sensibilizar o mundo para a melhoria das condições de vida de Todas as crianças do Mundo, a  UNICEF fez ouvir a sua voz "imaginando" um mundo melhor para as crianças.

Para isso, convidou todas as pessoas a juntarem-se a Hugh Jackman, Katy Perry, Angélique Kidjo, Priyanka Chopra, Yoko Ono e David Guetta para cantar a canção “Imagine” de John Lennon com o objectivo de consciencializar a comunidade internacional para os direitos das crianças.

(…) Imagine todas as crianças vivendo um mundo em paz! (video editado em 2015)

Para ouvir, basta clicar na imagem: