terça-feira, 1 de maio de 2018

1 de maio - Dia do trabalhador

O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente a 1 de maio, sendo feriado em Portugal e em vários países do mundo. 

Fonte: https://goo.gl/Sa3igQ

A data remonta ao dia 1º de Maio de 1886, nos EUA, quando mais de 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, numa manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Em consequência, a polícia tentou dispersar a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários. 

A 5 de maio de 1886 os operários regressaram às ruas e registaram-se novamente feridos, com manifestantes a serem presos. A opinião pública repudiou a ação da polícia e do Governo, assim como das entidades patronais, e em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores. 

Já em 1890, os trabalhadores americanos viram a jornada de trabalho diária ser reduzida para oito horas. Nos Estados Unidos o Dia do Trabalhador celebra-se na primeira segunda feira de setembro.

Em Portugal, o 1º de Maio começou a ser festejado a partir de maio de 1974, após a Revolução do 25 de abril. 

Fonte: https://www.calendarr.com/portugal/dia-do-trabalhador/

O Dia do Trabalhador é comemorado em todo o país, com manifestações, marchas, celebrações e comícios, de forma a apresentar ao Governo e às entidades patronais quais as necessidades e os direitos dos trabalhadores. Como feriado, é também uma oportunidade para o trabalhador descansar.


Para saberes mais, podes clicar nas imagens:






A equipa da biblioteca deseja a todos um bom feriado!


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Conta-me como foi o 25 de abril

25 de abril de 1974, o dia em que o País voltou a ser uma democracia, depois de 48 anos de ditadura. Sabes como tudo se passou?



24 de Abril de 1974 foi o último dia da ditadura.

A Guerra Colonial tinha começado em 1961, e opunha o Exército português aos guerrilheiros que lutavam pela independência dos territórios africanos que Portugal na altura governava: Angola, Moçambique e Guiné.

O governo chamava a esses territórios «províncias ultramarinas» (porque estavam para além do mar) e afirmava que faziam parte de Portugal da mesma forma que o Minho ou o Algarve. Na verdade eram colónias, ou seja, países com populações e línguas próprias que no passado tinham sido conquistados e ocupados pelos portugueses. Muitos países europeus tinham tido colónias em África, mas em 1973 ou 1974 essas colónias já se tinham tornado países independentes quer dizer, já não dependiam das metrópoles, que era como se chamava aos países colonizadores.

Mas o governo português da altura teimava em manter a posse das colónias, e por isso enviava para a guerra todos os jovens. O serviço militar a tropa, como se costuma dizer durava então quatro anos, os primeiros dois passados na «metrópole», em instrução e os dois últimos no «ultramar», em combate.

Muitos jovens morriam nos combates em África. Durante os 13 anos que durou a guerra perderam a vida quase 9 mil e uns 30 mil ficaram feridos ou estropiados. Quase todas as famílias estavam de luto, pois tinham pelo menos um morto na guerra. Em 1973, Portugal tinha 150 mil homens a combater. Muitos dos sobreviventes, depois de regressarem, mostravam dificuldade em integrarem-se na vida civil e eram frequentes as doenças psiquiátricas provocadas pela terrível experiência por que tinham passado.

Além disso, Portugal (que era, como agora, um país pobre) dirigia para as despesas da guerra cerca de metade do dinheiro que gastava. Portanto, quase não havia obras públicas; construíam-se poucas estradas, pontes, escolas ou hospitais.

A Guerra Colonial nunca poderia ser ganha pelos portugueses, pois o seu combate era contra a própria História. Quase toda a África era já independente.

Nesse tempo não se podia criticar o governo, mas como a guerra se arrastava, os mortos eram já muitos e as despesas cresciam cada vez mais, as pessoas passaram a estar fartas daquilo tudo. A certa altura, os militares começaram a ser apontados como os culpados por a guerra se arrastar.

Ora, como eles sabiam melhor do que ninguém que uma guerra daquelas nunca poderia ser ganha, resolveram derrubar o governo pela força. Fazer o que se chama um golpe de Estado.

Para isso fundaram o Movimento das Forças Armadas (MFA).

O dia escolhido para a acção foi 25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem.

E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso.

Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.

Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução.

A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos.

Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido.

Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias.

Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.

MILITARES DA LIBERDADE

Além do capitão Salgueiro Maia, que comandou a coluna de blindados saída de Santarém, outros militares desempenharam papéis muito importantes na preparação do 25 de Abril. O major Otelo Saraiva de Carvalho foi o comandante operacional, ou seja, dirigiu as operações todas a partir do quartel da Pontinha, junto de Lisboa.

Mas quem tinha as ideias mais claras sobre a necessidade de democratizar o País era o major Melo Antunes. Outros elementos muito importantes do MFA neste período foram o capitão Vasco Lourenço e o major Vítor Alves. Spínola veio a tornar-se Presidente da República, mas alguns meses depois demitiu-se por não concordar com a entrega das colónias aos seus habitantes. O que ele queria era constituir uma federação da «metrópole» com elas.

O Presidente passaria então a ser o general Costa Gomes.

O QUE MUDOU COM A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
Muitas coisas mudaram. As que indicamos a seguir são apenas algumas das mudanças mais importantes
ANTES
  • Só havia um partido político, a Acção Nacional Popular, que apoiava o governo;
  • Não havia eleições livres;
  • Só se podia votar no partido do governo;
  • As mulheres só podiam votar se tivessem concluído o curso secundário;
  • As mulheres não podiam viajar sozinhas para fora do País sem autorização escrita do marido;
  • Não se podia dizer mal do governo e quem o fizesse era preso;
  • Havia uma polícia política, com milhares de informadores em toda a parte, que escutava praticamente todas as conversas;
  • As pessoas casadas pela Igreja não se podiam divorciar;
  • Cada patrão pagava o que queria aos seus trabalhadores;
  • As notícias só podiam sair nos jornais depois de terem sido lidas e autorizadas pelos Serviços de Censura;
  • Os jovens passavam quatro anos da tropa, dois dos quais na guerra.
DEPOIS
  • Passou a haver muitos partidos políticos;
  • As eleições passaram a ser completamente livres;
  • Toda a gente pode votar (e é pena que muitos se abstenham de o fazer). O Carlitos, o Luís e o Emídio votariam quando completassem 18 anos. Mas a mãe, a irmã e a avó do Carlitos votariam pela primeira vez na vida nas eleições de 25 de Abril 1975 (um ano depois da revolução), as primeiras disputadas em liberdade;
  • Mulheres e homens têm os mesmos direitos;
  • Passou a haver liberdade de opinião;
  • Não existe polícia política;
  • O divórcio estendeu-se a toda a população;
  • Passou a haver um salário mínimo nacional;
  • A Imprensa é livre;
  • Acabou a Guerra Colonial.
  • Uns anos mais tarde, o serviço militar deixou mesmo de ser obrigatório.

Fonte: http://visao.sapo.pt/visaojunior/noticias/2016-04-14-Conta-me-como-foi-o-25-de-abril
Podes ainda ficar a saber mais sobre o tema se clicares nesta imagem:

http://ensina.rtp.pt/artigo/cadernos-de-abril-toda-a-historia-da-revolucao/

segunda-feira, 23 de abril de 2018

DIA 23 de abril - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

O Dia Mundial do Livro celebra as liberdades que tornam os livros possíveis - UNESCO

"A 23 de abril de 1616 perderam-se dois gigantes da literatura mundial, dois precursores cuja obra revolucionaria o estilo de escrita e de conceção da criação literária: Cervantes e Shakespeare. Esta coincidência é a razão pela qual o dia 23 de abril foi escolhido para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor."
 
Ao evocarmos este dia pretendemos não só promover o prazer da leitura, mas também o respeito pelos livros e pelos seus autores.​
 
Para a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, a comemoração do Dia Mundial do Livro é a celebração "das liberdades que os tornam possíveis". 
Transcrevemos a sua mensagem profunda para este dia que nos remete para valores fundamentais da humanidade.

Quando celebramos livros, celebramos atividades - escrever, ler, traduzir, publicar - que contribuem para a realização humana. E celebramos, fundamentalmente, as liberdades que os tornam possíveis", como "a liberdade de expressão e a liberdade de publicar", e "essas são liberdades frágeis", alerta Audrey Azoulay, na sua primeira mensagem para o Dia Mundial do Livro.

São "liberdades negadas", hoje em dia, "quando escolas são atacadas e manuscritos e livros são destruídos", são liberdades postas em causa, "perante os muitos riscos" a que estão sujeitos os "direitos de autor e a diversidade cultural", escreve a diretora-geral da UNESCO, que recorda igualmente "as ameaças físicas que recaem sobre autores, jornalistas e editores, em muitos países".

"É nosso dever, então, em todos os lugares do mundo, proteger essas liberdades e promover a leitura e a escrita para combater o analfabetismo e a pobreza, fortalecer os fundamentos da paz e proteger as atividades relacionadas com a edição", prossegue a mensagem da UNESCO.




Em Portugal,  a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar a noção de património com o valor cultural e intemporal do Livro e da Leitura, sendo que o livro encontra este valor  quando é lido e passado de geração em geração, de uma língua para outra língua, de um suporte para outro suporte de leitura.


http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/DIA-MUNDIAL-DO-LIVRO-2018.aspx

O cartaz deste ano está maravilhoso e baseia-se numa fotografia que a fotógrafa Luísa Ferreira concebeu no Arquivo Nacional Torre do Tombo, e pretende transmitir que um livro se com o tempo, espaço, língua, cultura, imagem, suporte, fotografia, escrita, mas também uma leitura e muitas leituras, prazer e fruição.




A equipa da biblioteca deseja boas leituras!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Histórias Coloridas - Educação Pré-Escolar

Atividade "Histórias Coloridas" com os alunos das turmas da educação pré-escolar de Santiago Maior.
Agradecemos o envolvimento e a participação ativa!