sábado, 30 de dezembro de 2017

Festa de Lançamento dos Livros AJUDARIS17

Deixamos o registo de uma atividade vivida intensamente por alunos, professores e pais!
Clica na imagem para visualizares o video.


Ainda podes adquirir o livro na Tua Biblioteca Escolar!

Feliz Ano Novo




Muita saúde, alegria e boas realizações!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Cinema na tua Biblioteca- "A viagem dos cem passos"

Esta semana, na tua biblioteca, divulgamos a atividade - Cinema na tua biblioteca - "A viagem dos cem passos”, dirigida aos alunos do 9.º ano, inserida na comemoração do Dia Mundial da Alimentação”, em articulação com os docentes da disciplina de Ciências.



Desfruta! 

Convite ao mundo da leitura - Feira do Livro - 2017

A Equipa das Bibliotecas Escolares de Santiago Maior está a dinamizar a atividade “Convite ao Mundo da Leitura – Feira do Livro”, na semana de 11 a 15 de dezembro, para a promoção do livro e da leitura.
Durante a semana, decorrerão em simultâneo outras atividades na tua biblioteca: "Ler, ouvir e contar", "Leituras de Natal" e "Cinema na Biblioteca".


Contamos contigo!

Descobrindo os prazeres da leitura...

É necessário que as crianças / jovens leiam os livros que mais gostam e que mais os atraem. Só assim poderão descobrir "o prazer da leitura".
Como nos diz Fernando Savater "Os prazeres contagiam-se não se impõem. Há que contagiar o prazer da leitura. A  leitura também é diversão (...)".



Para saber mais, visualize o vídeo:




Neste Natal, leia com prazer.
A equipa da biblioteca

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Dia Universal dos Direitos da Criança - Atividades realizadas

A Biblioteca Escolar de Santiago Maior associou-se à proposta da Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito da comemoração do Dia Universal dos Direitos da Criança, e ao desafio lançado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Beja.
Desenvolvemos atividades diversificadas com os alunos desde o pré-escolar ao 3.º ciclo.
Agradecemos às turmas do 2.º A, 3.º C, 3.º D e 4.º D das Escolas de Santiago Maior e às turmas do Pré-Escolar e do 1.º ciclo da Biblioteca Escolar de Penedo Gordo. Um agradecimento aos alunos do 2.º e 3.º ciclo que, de forma voluntária, colaboraram connosco.
Partilhamos o registo de algumas atividades.



A equipa da Biblioteca agradece.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Retalhos da História - 1 de Dezembro de 1640 - Restauração da Independência de Portugal.

"A Restauração da Independência é o nome dado ao golpe de estado revolucionário ocorrido a 1 de dezembro de 1640, chefiado por um grupo designado de “Os Quarenta Conjurados” e que se alastrou por todo o Reino, pela revolta dos portugueses contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da dinastia filipina castelhana, e que vem a culminar com a instauração da 4ª Dinastia Portuguesa - a casa de Bragança - com a aclamação de D. João IV (...)."
Esse dia, designado como Primeiro de Dezembro ou Dia da Restauração, é comemorado anualmente em Portugal desde o tempo da monarquia constitucional
                                                                                                                                    In: Wikipédia 

Lembramos que a dinastia espanhola dos Filipes governou o país entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono.



Vejamos como tudo se passou:

D. João IV

D. João IV reinou de 1640 a 1656. Desde 1636 que os Portugueses procuravam D. João IV, ainda como duque de Bragança, no seu paço de Vila Viçosa e tentavam convencê-lo da necessidade, para o bem do país, de vir a ser rei de um Portugal independente e liberto da pesada herança da dinastia filipina.

Quando chegou a Lisboa, a 6 de dezembro de 1640, foi vivamente festejado pelo povo. A 15 de dezembro desse ano, no Terreiro do Paço, foi solenemente aclamado rei. Nesse mesmo dia, o rei começou logo a trabalhar para resolver os problemas mais urgentes do reino e dar continuidade à sua independência. Começou também a preparar a resposta para a vingança que haveria de vir de Espanha.

Contudo a sorte beneficiou mais uma vez os Portugueses. Divididos em várias frentes de batalha, os Espanhóis lutavam contra a França, a Inglaterra e a Holanda e não podiam atacar em força.

Assim, D. João IV teve mais possibilidades para se organizar militarmente e para começar o trabalho de reforçar a fortificação dos castelos e fortalezas fronteiriços com a Espanha, principalmente nas Beiras e no Alentejo.

Era urgente informar os países da Europa da independência portuguesa e, para isso, D. João IV começou por enviar diplomatas aos países que estavam em guerra com a Espanha para reconhecerem de novo Portugal como país independente e não o atacarem como se ainda fosse uma província espanhola, quer nos seus territórios ultramarinos (as colónias), quer nos navios que cruzavam todos os continentes.

Os diplomatas eram portugueses muito instruídos, hábeis e inteligentes e capazes de conseguir resultados positivos. O maior, o mais inteligente e notável foi o Padre António Viera, que foi também um grande escritor.

Alguns nobres aliaram-se a importantes membros do clero e conspiraram para tirar do trono o rei português e devolver o poder a Espanha, a troco de regalias que esta pudesse oferecer. A tentativa não teve consequência, apesar de ter ocorrido um atentado contra D. João IV em Lisboa, do qual saiu ileso. D. João IV castigou com muito rigor os principais organizadores desta conspiração, afirmando assim o seu poder perante os seus inimigos.

D. João IV foi um dos mais cultos reis de Portugal. Músico e grande compositor, a música da sua autoria é ainda hoje tocada em Portugal e no estrangeiro. D. João IV nasceu em Vila Viçosa a 19 de Março de 1604 e era o 7.º duque de Bragança, 3.º Duque de Barcelos e 5.º duque de Guimarães, portanto, com plenos direitos ao trono de Portugal. Com D. João IV iniciou-se a quarta e última dinastia – a de Bragança.

D. João IV, para obter a paz e o reconhecimento da França, mandou o padre António Vieira pedir em casamento a filha do duque de Orleães para o seu filho e futuro herdeiro, o príncipe D. Teodósio. O casamento foi aceite mas, entretanto, o príncipe herdeiro morreu. A morte de D. Teodósio foi um desgosto profundo para os reis, agravado pelo facto de o príncipe D. Afonso, segundo filho dos reis, ser portador de doença que o tornava incapaz por afetar não só os membros, mas também o raciocínio.

D. João IV morreu três anos depois da morte de seu filho, D. Teodósio. O infante D. Afonso era agora o príncipe herdeiro. Tinha 13 anos. O irmão, o infante D. Pedro, era uma criança. D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João IV, preparava-se para ser regente e não deixar o reino à deriva.


A Rainha D. Leonor de Gusmão

D. Luísa Francisca de Gusmão era espanhola, mas mais parecia ter sangue português, porque foi ela a grande encorajadora do marido para aceitar o risco de fazer face a poderio de Espanha e ser rei de Portugal. Quando surgiu a oportunidade de D, João IV assumir a coroa portuguesa, D. Luísa de Gusmão terá afirmado ao marido: «Mais vale ser rainha por uma hora do que duquesa toda a vida».

A clareza e a força do seu pensamento contribuíram para que D. João IV cumprisse o seu papel de restaurador da monarquia portuguesa. A ela é também atribuída a frase: «É preferível morrer reinando que viver servindo».

D. João IV
D. Luisa de Gusmão

Padre António Vieira
D. Afonso VI
Fonte: L. Castelo, A. Salvador, Reis e Rainhas de Portugal, Sintra, Impala, 2005 (adaptado).

Para saberes mais, podes clicar no vídeo e nas imagens:







A Equipa da Biblioteca deseja boas leituras!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A AJUDARIS no nosso Agrupamento!

 
Quem Somos?

A AJUDARIS é uma associação particular de carácter social e humanitária de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que luta diariamente contra a fome, pobreza e a exclusão social.Foi fundada em Julho de 2008 e considerada de Utilidade Pública desde Outubro do mesmo ano. A AJUDARIS figura assim como uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social.
Foi fundada por um grupo de voluntários que, pontualmente, faziam Intervenção Social, no terreno, junto de populações mais carenciadas do Grande Porto. Perante os constantes apelos da comunidade apoiada, surgiu a necessidade de criar respostas mais regulares, organizadas e eficientes que visam o desenvolvimento de um trabalho multidisciplinar.
 
Objetivos

- Promover diversas actividades de carácter social e humanitário que contribuam para a inclusão e integração social;
- Auxiliar no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, através da garantia dos direitos básicos de cidadania, visando auxiliar os grupos mais desfavorecidos;
- Articular e complementar o trabalho social com as várias Entidades Públicas e Privadas;
- Criar Equipamentos Sociais e Redes de Cooperação que possibilitem um apoio individual tendo em conta as problemáticas e idiossincrasias de cada Utente. 
 A Missão
 
Estimular e promover a qualidade de vida dos seus utentes, visando desenvolver a autonomia, combater a solidão, bem como, promover a interação destes com as suas famílias, com grupos sociais de faixas etárias heterogéneas, instituições e comunidade em geral.
 
Valores e princípios
 
- Humanização e personalização no atendimento, na ação e nos serviços prestados;
- Respeito pela individualidade, privacidade, intimidade e direito dos utentes e colaboradores;
- Espírito de acolhimento e de solidariedade;
- Envolvimento, dedicação e compromisso em todo trabalho a desempenhar.
 

https://www.rtp.pt/play/p3025/bom-dia-portugal-fim-de-semana
Clica na imagem para teres acesso à reportagem.
http://www.ajudaris.org/site/
Clica na imagem para teres cesso a + informação sobre a AJUDARIS
                       
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sábado, 18 de novembro de 2017

Dia Universal dos Direitos das Crianças - Proposta de atividades

Para que 20 de novembro seja um dia divertido com uma mensagem séria, das crianças, pelas crianças, a UNICEF apela ao desenvolvimento de iniciativas que deem voz às crianças, em que estas reflitam sobre os seus direitos e expressem o seu apoio aos milhões de crianças que estão fora da escola, desprotegidas e desenraizadas."

Neste sentido, a UNICEF disponibiliza um Guia para Educadores e Professores com um conjunto de sugestões de atividades que podem ser realizadas com as crianças.

Para aceder, basta clicar na imagem.




Este é o vídeo da Campanha da UNICEF:



Durante a próxima semana, a equipa da biblioteca irá desenvolver atividades relacionadas com o "Dia Universal dos Direitos da Criança".


Fontes: http://www.rbe.min-edu.pt/np4/2027.html
Participa!



Dia Universal dos Direitos das Crianças

A 20 de novembro comemora-se um duplo aniversário que pretende alertar e sensibilizar para os direitos das crianças de todo o mundo: proclamação da Declaração dos Direitos da Criança (1959) e adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Imagem ilustrativa: https://goo.gl/cJjWVV


A Convenção dos Direitos das Crianças (CDC) não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e proteção eficaz dos direitos e liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal apenas ratificou a Convenção a 21 de Setembro de 1990.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)


Artigo 24 ‐ Todas as crianças têm o direito “... a gozar do melhor estado de saúde possível...” (incluindo o acesso) a “... cuidados de saúde primários, ...alimentos
nutritivos... água potável...”
Criança deslocada espera a sua vez para receber alimentos, Paquistão.

• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)

Artigos 28 e 29 ‐ OS Estados Partes devem reconhecer “... o direito da criança à educação...” (a fim de) “promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos dons e aptidões mentais e físicas....”
Raparigas deslocadas numa escola provisória, Paquistão.

• os direitos relativos à proteção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)

Artigos 32 e 36 ‐ A criança deve ser “protegida contra a exploração económica ou sujeição a trabalhos perigosos...” e “... contra todas as formas de exploração...”
Crianças trabalhadoras numa mina de ouro, República Democrática do Congo.

• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)


Artigos 12 e 14 - "... a criança com capacidade de discernimento (tem) o direito de exprimir livremente a sua opinião (e) o direito à liberdade de... pensamento, de consciência e de religião." 






A UNICEF  é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento. Rege-se pela Convenção sobre os Direitos da Criança, e trabalha para que esses direitos se convertam em princípios éticos permanentes e em códigos de conduta internacionais para as crianças.

O vídeo seguinte, editado pela UNICEF em 2010, ilustra bem o trabalho desta Organização a nível Mundial e a necessidade de continuar a defender os Direitos aos milhões de crianças que estão fora da escola, desprotegidas e desenraizadas."






A fim de sensibilizar o mundo para a melhoria das condições de vida de Todas as crianças do Mundo, a  UNICEF fez ouvir a sua voz "imaginando" um mundo melhor para as crianças.

Para isso, convidou todas as pessoas a juntarem-se a Hugh Jackman, Katy Perry, Angélique Kidjo, Priyanka Chopra, Yoko Ono e David Guetta para cantar a canção “Imagine” de John Lennon com o objectivo de consciencializar a comunidade internacional para os direitos das crianças.

(…) Imagine todas as crianças vivendo um mundo em paz! (video editado em 2015)

Para ouvir, basta clicar na imagem:

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada - 2017

Perder alguém que se ama muito é uma travessia do deserto, da qual nunca se sai o mesmo...

"A Tragédia", Pablo Picasso
Continuam a ser assustadores os números relativos à sinistralidade rodoviária!


Não é um problema dos outros, é um problema de Todos!



Este dia comemora-se todos os anos ao terceiro domingo de novembro. O objetivo deste dia é lembrar aqueles perderam a vida ou a sua saúde nas estradas e ruas do país, assim como tentar prevenir o acontecimento de mais acidentes e o registo de mais vítimas na estrada. Além de homenagear as pessoas perdidas na estrada e as suas famílias, também se prestam louvores aos profissionais que diariamente lidam com esta trágica realidade, tais como os polícias, as equipas de emergência e os restantes profissionais médicos.

No próximo dia 19 de novembro, em Évora, ou em qualquer outro lugar, celebre o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, 2017.


A evocação pública da memória daqueles que perderam a vida nas estradas e nas ruas portuguesas significa um reconhecimento, por parte do Estado e da sociedade, da trágica dimensão da sinistralidade rodoviária.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

Hoje é o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa!

A língua gestual é a forma de comunicação utilizada pelas pessoas surdas e por todos aqueles que comunicam com pessoas surdas. É produzida a partir dos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais, sendo a sua receção visual. Esta linguagem possui um vocabulário especial e uma gramática própria.

Na Escola de Santiago Maior, a equipa da Unidade de Apoio à Educação de Crianças e Jovens Surdos tem vindo a promover sessões de sensibilização  sobre a temática abordando a importância da "Língua Gestual Portuguesa". 


"As mãos que falam"
Desenho do Jorge - 4.ºA

Na nossa Escola continuamos a desenvolver com afinco atividades que contribuem não só para a inclusão dos alunos surdos, mas que permitem também aos alunos ouvintes uma maior consciencialização para a importância em aprender esta língua.

Assim, para comemorar este dia adaptámos a história maravilhosa: "Quando eu nasci", que pode ser acompanhada através da fala e do gesto.

Para visualizares podes fazer download, mas atenção: Para utilização dos ficheiros deverás utilizá-los sempre dentro da pasta de download uma vez que possui ficheiros ocultos, necessários à apresentação.



Se quiseres aprofundar  os teus conhecimentos sobre "Língua Gestual Portuguesa", podes clicar na imagem.



A Equipa da Biblioteca Escolar

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Articulação Curricular_ Escritor Carlos Canhoto

A fim de dinamizarmos a leitura nas diferentes áreas curriculares,  preparar a vinda do autor Carlos Canhoto e divulgar a sua obra, promovemos um passatempo de desenho envolvendo a participação das turmas do 3.º e 4.º ano

Aqui fica o registo das produções dos alunos:




Todos os alunos participantes receberão um marcador de livro e a aluna vencedora irá receber a obra "Pirá" oferecida pelo autor.
Obrigada a todos (as) pela participação.
A equipa da biblioteca.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Retalhos da História " Martinho Lutero (1483-1546) nos 500 anos da Reforma Protestante"



Martinho Lutero por Lucas Cranach (1529)
 No dia 31 de outubro de 1517, se aceitarmos a tradição, Lutero, que ia fazer 34 anos dentro de dias e era já um teólogo e professor de créditos firmados, terá cravado as suas célebres 95 Teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, no então Eleitorado da Saxónia, gesto que era um convite público a que as suas proposições, como ele próprio lhes chamava, fossem debatidas por outros académicos. O episódio não está confirmado, mas também não importa muito, já que é certo que, nesse mesmo dia, enviou o mesmo documento ao arcebispo de Mainz, que conseguira autorização do Papa Leão X para recorrer à venda de indulgências como meio de pagamento de uma avultada dívida que contraíra junto do banqueiro bávaro Jakob Fugger. O próprio Papa promulgara uma indulgência plenária para todos os que contribuíssem financeiramente para as sumptuosas obras de reconstrução e decoração da Basílica de S. Pedro. E ambos recorriam aos serviços do frade dominicano Johann Tetzel, um zeloso e agressivo promotor de vendas que, em nome da Igreja Católica, concedia a remissão das penas temporais devidas à justiça divina aos que estivessem dispostos a abrir generosamente os cordões à bolsa. Parece que o slogan favorito de Tetzel correspondia, em alemão rimado, a algo como: “Assim que a moeda tilinta no cofre, a alma salta logo para o céu”.

Lutero queria reformar a Igreja Católica, mas nunca pretendeu provocar um novo cisma. E se o tráfico de indulgências o indignava, parecia-lhe ainda assim uma questão secundária perante as mais fundas divergências que o iam afastando irremediavelmente da ortodoxia católica e que se prendiam com pontos centrais de doutrina, como a fé, a graça ou a salvação. Mas foi a persistência com que se recusou a repudiar as suas críticas à corrupção daquela que era ainda a sua igreja, e o impressionante ritmo a que ia produzindo novos trabalhos ainda mais polémicos, que deram o impulso inicial a um movimento que iria crescer e ramificar-se de forma tão rápida e avassaladora que a hierarquia católica, para sua provável surpresa, já não o conseguiu travar. É por isso que o início da Reforma se comemora no dia 31 de outubro, feriado estadual em vários Länder alemães, há precisamente 500 anos. 

O essencial da doutrina luterana assenta em três pilares: o princípio de que a Bíblia, livremente interpretada pelo crente, é a autoridade doutrinal máxima, sobrepondo-se às interpretações tradicionais e às decisões de concílios ou papas; a proposição de que só Cristo é intermediário entre Deus e o homem, dispensando portanto toda a estrutura sacerdotal da Igreja; e a crença, bebida nas epístolas de S. Paulo, de que o pecador é justificado apenas pela fé, por graça sempre imerecida de Deus, e que não está ao seu alcance fazer seja o que for que possa ajudá-lo a assegurar a salvação.

As 95 Teses de Martinho Lutero
Convidado várias vezes a repudiar os seus escritos, e tendo-o sempre recusado, Lutero foi subindo o tom das acusações e acabou por ser excomungado por Leão X a 3 de janeiro de 1521. Mas, no final desse mesmo mês, Carlos V solicitou-o a comparecer na assembleia real reunida em Worms, onde deveria rejeitar ou confirmar as suas proposições. Mais uma vez, Lutero recusou negar as suas convicções e, enquanto discutiam o destino que lhe haviam de dar, deixou a Dieta (assembleia) de Worms de regresso a Wittenberg, tendo sido raptado pelo caminho, num sequestro encenado pelo seu protetor Frederico III, príncipe eleitor da Saxónia, que o escondeu durante um ano no castelo de Wartburg. Foi neste período de clandestinidade que o ex-monge agostinho realizou um dos seus feitos mais notáveis, a tradução do Novo Testamento, que o creditou como um dos criadores da moderna língua alemã.

Mas também não lhe faltavam dimensões menos recomendáveis: foi um antissemita particularmente virulento, mesmo para os costumes da época, e, se denunciou a promiscuidade entre a Igreja Católica e o poder temporal, ele próprio esteve sempre estreitamente ligado à nobreza alemã e não hesitou em recomendar que as revoltas camponesas (que as suas ideias, aliás, tinham ajudado a instigar) fossem reprimidas sem dó nem piedade, ou que fações protestantes radicais, como os anabatistas, fossem perseguidas e massacradas.

Uma das consequências sociais mais benéficas e marcantes desse primeiro protestantismo foi a disseminação cultural de uma “ética do trabalho”. Acreditava-se que se devia trabalhar bem e honestamente, com o fim de alcançar a excelência, e que se deveria ser frugal, porque o dinheiro não era verdadeiramente das pessoas e fora-lhes dado para que o administrassem. 

O impacto do Movimento Protestante não pode ser percebido se obliterarmos os contributos de Lutero ou Calvino, mas é igualmente incompreensível se ignorarmos a conjugação de fatores que se perfilou na Europa do início do século XVI, e que, no plano político, a par das tensões internas do Império de Carlos V da Áustria, incluíam o receio de ingleses e franceses do excessivo poder deste monarca. Havia assim o receio de que se todos os seus projetos se concretizassem, dois terços da Europa ficariam nas suas mãos, numa altura em que a Expansão era já à escala mundial, em que todas as potências participavam.

É neste contexto de mudança acelerada, de grande sucesso económico das nações do Norte na segunda leva da Expansão, que levará muita gente a acreditar, para usar a terminologia do sociólogo Max Weber, que a ética protestante tem relações com as origens do capitalismo.

Por outro lado, os países protestantes, ao serem demolidas todas as estruturas da Igreja, criou-se, do ponto de vista económico, um espaço de manobra que não existia na Europa que permanece católica, onde se continua a investir em estruturas como os mosteiros a as igrejas, grandes acumuladores de capital não reutilizável que não potenciavam o investimento. Já no lado protestante, esse dinheiro começava a ser desviado para instituições que promoviam o desenvolvimento financeiro.

O Luteranismo promoveu uma progressiva alfabetização de todos, que agora eram convocados a ler a Bíblia, sendo este um dos mais extraordinários efeitos da Reforma Protestante, tal como a tradução das Escrituras ou a exigência de que a música litúrgica seja cantada em língua vernácula, contribuindo assim para popularizar a cultura elevada.

Texto antissemita de Martinho Lutero: Sobre os Judeus e as Suas Mentiras (1543)

Em suma, o Luteranismo e a Reforma Protestante, contribuíram decisivamente para a alfabetização, para o desenvolvimento cultural e para as artes, e teve um sucesso indiscutível na promoção da economia capitalista.

Lutero nos tempos de monge agostinho

Quarto de Lutero no castelo de Wartburg

Casa-Museu Martinho Lutero em Wittenberg


Fontes: Queiroz; L. M. “O monge que quis reformar a Igreja e mudou o mundo”, in Público, 31 de outubro de 2017; https://goo.gl/2Q7NjT

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Articulação curricular - "A fuga da ervilha"

Os alunos do 3.º ano estão a trabalhar conteúdos de estudo do meio relacionados com a constituição do sistema digestivo.
Para aprofundares conhecimentos e usufruíres do prazer da leitura, sugerimos a obra "A Fuga da Ervilha" do autor Pedro Seromenho. Trata-se de uma aventura animada e de fácil leitura. Uma forma muito divertida de explicar o sistema digestivo.
As ilustrações da Patrícia Figueiredo tornam o livro ainda mais interessante e divertido.


Clica na imagem para acederes a informações complementares sobre o livro.




Existe na Tua biblioteca!
A equipa da biblioteca deseja

Boas leituras!

terça-feira, 7 de novembro de 2017

1 de novembro de 1755 (terramoto)

Querem saber mais sobre  o terramoto de 1755? Visualizem os vídeos:





Retalhos da História - "O terramoto de Lisboa de 1755"

No âmbito da nossa atividade "Retalhos de História", em parceria com a professora de história do 3.º ciclo, deixamos mais um registo de um acontecimento muito importante da História de Portugal.

Imagem ilustrativa

Lisboa, 1 de Novembro de 1755. Pouco depois das nove e meia da manhã ouviu-se um ruído cavo e grave - «rugido tão medonho como o de um espantoso trovão» - e em simultâneo a terra tremeu. De imediato sentiu-se uma vibração apenas suficiente para fazer dançar as folhas de papel em cima de uma mesa, mas de contínuo aumentou «com tão violento, e estranho movimento, que logo indicou não ser puramente tremor». Objetos maiores caíram das prateleiras, molduras e crucifixos pegados às paredes «balançavam como se fossem barbatanas de um peixe fora de água», descreveu uma testemunha inglesa. Os próprios edifícios começavam já a balançar para trás e para diante. A terra vibrava como se fosse atravessada por uma onda, disseram depois várias testemunhas – e muito corretamente, uma vez que um sismo é de facto uma onda de energia. 

Imagem ilustrativa

Aparentemente os edifícios começaram a ruir a partir do segundo minuto de sismo. O vaivém das paredes tinha deixado os telhados sem sustentação. As telhas caíam, e depois delas os travejamentos e tudo o que neles estava suspenso, incluindo os candelabros acesos das igrejas. A queda dos telhados matou, feriu ou imobilizou imediatamente grande parte dos fiéis que se encontravam nas igrejas – além de por vezes lhes ter tapado as saídas – enquanto as chamas dos candelabros se propagavam rapidamente às madeiras. Nas ruas, as pessoas eram atingidas por pedaços de revestimento, telhas soltas, até varandas e paredes inteiras. 

O primeiro choque – de entre dois a três minutos? – teria sido suficiente por isso para provocar danos excepcionais. Através da poeira, os sobreviventes puderam observar durante a breve interrupção que ruas inteiras tinham deixado de existir: todos os edifícios de determinadas áreas estavam por terra. A pausa não deu para mais do que tentar encontrar os sobreviventes mais à mão. Não houve tempo para começar procurar haveres ou verificar o estado em que tinham ficado as habitações das vítimas. O segundo e o terceiro choques provocaram um tal pânico que muitas pessoas deixaram sequer de prestar atenção aos efeitos físicos do terramoto. Muitos acreditavam, certamente, que era chegado o fim do mundo. Todos desejavam apenas ver o fim daquele tormento e pouco tempo depois já declaravam desejar somente esquecê-lo. 

Imagem ilustrativa
O grande pânico dos incêndios ocorreria umas horas depois. Para já, os lisboetas parecem ter pensado que o pior tinha passado – se é que conseguiam pensar em alguma coisa. Muitos desceram até à ribeira, ao Tejo e às suas praias. O nível do mar estava abaixo do normal na maré baixa. Houve até quem escrevesse, mais tarde, que se tinha visto o fundo do rio. 

O maremoto, provocado pelo deslocamento do fundo marinho no epicentro do sismo foi sentido inequivocamente pelos navios em alto-mar. Meia hora depois do sismo já um tsunami de cerca de quinze metros de altura fizera enormes estragos nas costas marroquina, andaluza, algarvia e alentejana. Certas cidades algarvias, como Lagos, Portimão e Faro, foram mais danificadas pelo tsunami do que pelo terramoto, embora se encontrassem também perto do epicentro. Em Albufeira, parte da população foi arrastada para o mar. Em Lagos, as ondas destruíram muralhas e partes de fortalezas (…). 

(…) quando a onda gigante chegou à capital do reino tinha ainda seis metros de altura, o que foi suficiente para causar estragos consideráveis. Arrastou consigo um grande número de embarcações. Recordemos que num dia comum o porto de Lisboa contava com entre a meia centena de navios de grande porte, aos quais se deveriam juntar embarcações menores, botes, etc. Toda essa madeira, inteira ou despedaçada, deve ter entrado pelas ruas da cidade mais baixas e expostas ao rio, rangendo e estalando à passagem.

Imagem ilustrativa
Quando a onda regrediu deixou estes desperdícios que mais tarde serviriam de combustível para as chamas. E quem se encontrava por perto não teve tempo para recobrar o fôlego. Passado um par de minutos, outra onda chegou e se abateu sobre a parte ribeirinha da cidade. Desta vez não só trouxe destroços de navios e destroços de destroços provenientes da própria ruína da cidade, como levou consigo embarcações que se encontravam ancoradas ou mesmo em terra firme e que desapareceram quando esta onda regrediu. A onda terá varrido toda a zona ribeirinha, arrastando com ela pessoas, embarcações e detritos. Só escapou quem correu para lugares altos e especialmente quem, por se encontrar a cavalo, pôde galopar para longe da onda gigante.

Ao fim da manhã os incêndios tornaram-se a preocupação principal. Os incêndios tiveram principalmente duas origens: por um lado os lustres, candelabros e eventualmente archotes que estavam acesos no interior das igrejas; por outro os fogões das casas e dos palácios. «Muita gente morreu por se abrasar nas chamas», ou no início imediato dos fogos, ou quando as chamas os encontraram encurralados nas ruínas, meio soterrados, presos, feridos. Muitos edifícios arderam completamente. Praticamente toda a Baixa de Lisboa foi afetada.

Praticamente todos os testemunhos diretos da tripla catástrofe do dia confirmam que o incêndio foi, em si, ainda mais destrutivo do que o terramoto propriamente dito. Edifícios como o Paço Real, a Ópera do Tejo e a Igreja Patriarcal foram na verdade devastados e inutilizados pelos incêndios.

Imagem ilustrativa
 A família real, que se encontrava no seu palácio de Belém, escapou sem danos físicos. O trauma psicológico foi grande; muito se tem ridicularizado Dom José I por não ter desejado reconstruir o Paço da Ribeira e ter vivido nos anos seguintes em luxuosas tendas, a célebre Real Barraca da Ajuda. Deve assinalar-se que Dom José I não foi o único a reagir assim; a fobia aos edifícios sólidos parece ter sido uma quase epidemia nos anos seguintes. A maior parte dos sobreviventes não teve pressa em regressar às suas casas e preferiu ficar pelos campos, uma atitude compreensível se pensarmos que as réplicas do sismo ocorriam diversas vezes por dia, às vezes com muita intensidade.

Sebastião José de Carvalho e Melo nada sofreu com o abalo, o que não deixou de ser lamentado mais tarde pelos seus rivais políticos. Também os bordéis da Rua Formosa escaparam sem dano ao abismo – um dado perturbante para as consciências devotas que viram tantas igrejas destruídas pelos incêndios. Poucas «pessoas de qualidade», como se dizia, pereceram. A grande exceção foi o Conde de Peralada, embaixador de Espanha, esmagado pela queda do brasão da sua própria casa.

No dia 2 de Novembro, os habitantes de Lisboa começavam a organizar-se para se estabelecerem nos campos em torno da cidade. Os incêndios continuavam. O rei ordenou ao Duque de Lafões que encontrasse forma de sepultar o mais rapidamente possível os cadáveres humanos e animais que se encontravam espalhados pela cidade. A medida foi tomada tendo em especial atenção a possibilidade de eclodir uma epidemia de peste, e para a levar a cabo foram chamadas as companhias militares do interior, nomeadamente do Alentejo.


Além da rápida eliminação dos cadáveres e da reposição logística da distribuição de víveres, a repressão do crime foi a terceira das preocupações fundamentais. Chegou a ganhar contornos brutais. Dois dias depois do Terramoto o Marquês de Marialva recebeu uma ordem para vigiar as praias em busca de piratas argelinos que se julgava que aproveitariam a ocasião para atacar as vilas costeiras que mais haviam sofrido com o maremoto, como Setúbal, Cascais e Peniche.

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Mas é a ordem do dia 4 de Novembro contra os ladrões que mais se gravou na memória coletiva. Num aviso dirigido aos ministros do Senado de Lisboa e aos das províncias, Dom José I ordena que se faça a caça a ladrões que pululavam pela cidade e que se aplique a pena de morte aos que forem detidos em flagrante na posse de bens furtados, no mesmo dia, sem julgamento. «Se levantaram por diversas partes altas forcas», lembra uma testemunha, «e desta sorte dentro de poucos dias se enforcaram muitos em Lisboa». Depois dos enforcamentos, as cabeças dos mortos eram separadas dos corpos e pregadas aos próprios postes das forcas, «para que servissem de terror, e emenda aos costumes perversos».
Fonte: Rui Tavares, O Pequeno Livro do Grande Terramoto, Lisboa, Tinta-da-china, 2004 (adaptado).

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Encontro com o escritor Carlos Canhoto

O escritor Carlos Canhoto marcou presença na nossa biblioteca, no passado dia 16 de outubro, para as turmas dos alunos do 3.º e 4.º ano de escolaridade.
O autor apresentou algumas das suas obras:  “Pirá”, “Serei uma Plantinha Daninha?”, “Anuro, Sapo Sapinho, Sapo Sapão” e "A minha avó Felicidade", levando os alunos  à descoberta de personagens e situações, que despertaram memórias e afetos, reforçaram laços familiares e proporcionaram outros ensinamentos de enriquecimento pessoal, social e ambiental.
Não faltou a animação em que o autor, através de alguns fantoches e outros bonecos interagiu com os alunos, arrancando sorrisos e gargalhadas de todos.

Este encontro promoveu o estudo prévio sobre o autor e a divulgação das suas obras, envolvendo a produção de alguns textos e outros materiais de expressão plástica.




A equipa da biblioteca escolar agradece aos alunos, professoras e pais, que se envolveram na receção ao escritor, no estudo da sua obra, e na aquisição dos livros.
Um agradecimento muito caloroso aos docentes e alunos do Curso CEF - Serviço de Mesa, que confecionaram e serviram o almoço ao autor e restante equipa. 
Ao escritor  Carlos Canhoto (António Luís Carlos), um obrigada muito especial pelos momentos de aprendizagem e de boa disposição.
Gostámos muito de o conhecer e à sua obra!!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Retalhos da História - Nos Cem Anos da Revolução Soviética – 1917/2017"


Os antecedentes da Revolução
Antes de 1917, o Czar governava a Rússia de forma autoritária; os camponeses e operários viviam miseravelmente, enquanto a nobreza e o clero viviam dos rendimentos da terra. A economia encontrava-se atrasada, com uma agricultura tradicional e uma fraca industrialização.
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Havia um grande descontentamento. Em 1905, os operários dirigiram-se ao Palácio de Inverno, em S. Petersburgo, onde o Czar residia, para pedir trabalho e pão. Foram recebidos a tiro pela guarda imperial – foi o Domingo Sangrento.
Entretanto, os ideais liberais e marxistas tinham-se divulgado na Rússia; surgiram vários partidos, nomeadamente o Partido Operário Social-Democrata, constituído pelos mencheviques e pelos bolcheviques. Os mencheviques defendiam a constituição de uma democracia parlamentar (ou burguesa) na Rússia; os bolcheviques, liderados por Lenine, defendiam a imposição de um regime socialista (ou marxista).

A Revolução de Fevereiro – o Governo Provisório 

Em fevereiro de 1917 (março segundo o calendário ocidental), uma manifestação de operários em S. Petersburgo enfrentou as tropas do Czar. Este ordenou que a sublevação fosse esmagada, mas as tropas negaram-se a disparar e, revoltando-se contra os seus chefes, passaram a confraternizar com os manifestantes. Era o início da Revolução.
Os revolucionários libertaram os presos políticos e formaram os sovietes para controlar a situação. O Czar foi derrubado e o governo passou a ser exercido por um Comité Executivo Provisório – o Governo Provisório, presidido por Kerensky.
O Governo Provisório tomou importantes medidas: continuação do envolvimento da Rússia na 1.ª Guerra Mundial; abolição da pena de morte; amnistia (perdão) aos presos políticos e aos exilados; abolição das diferenças assentes na etnia e na religião; convocação de uma assembleia constituinte para elaborar a Constituição. Os revolucionários de fevereiro defendiam assim a instauração de um regime liberal representativo, à semelhança do dos países ocidentais.
Entretanto, a fação mais radical dos revolucionários – os Bolcheviques – fizeram uma forte oposição ao Governo Provisório. O seu líder, Lenine, que regressara do exílio aproveitando a lei da amnistia, definiu a estratégia a seguir pelos bolcheviques na oposição ao Governo Provisório:

- Nenhum apoio ao Governo Provisório;

- Nenhum apoio à participação da Rússia na 1.ª Grande Guerra, apelando mesmo à deserção dos soldados;

- Multiplicação dos sovietes (Conselhos de soldados, operários e camponeses);

- Defesa da nacionalização e coletivização de toda a economia russa;

- Defesa da instauração da ditadura do proletariado; Aplicação da doutrina marxista (o marxismo-leninismo).
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Lenine discursando  às massas

Glossário (Conceitos a reter)


 Coletivização – Designação dada à passagem dos meios de produção da propriedade privada para a propriedade coletiva (cooperativas do Estado). Defende a produção e a distribuição coletiva dos bens económicos.
Comunismo - Doutrina política, desenvolvida teoricamente por Karl Marx, baseada na propriedade coletiva e no objetivo de alcançar uma sociedade sem classes sociais. O Socialismo revolucionário (por oposição ao Socialismo democrático) é o sistema imposto para se atingir o Comunismo

Ditadura do Proletariado - Forma de governo em que todos os poderes do Estado são assumidos pelos representantes dos operários, que podem reprimir aqueles que se oponham aos seus objetivos para assegurar a transição a uma sociedade comunista (a sociedade sem classes). Naturalmente, deixam de existir burguesia e patronato.

Marxismo-Leninismo – Doutrina política desenvolvida por Lenine com base na interpretação do marxismo. Esta doutrina defendia a instauração da ditadura do proletariado como fase transitória para o comunismo (a sociedade sem classes).
Nacionalização - Ação de apropriação dos bens privados pelo Estado, com ou sem indemnização.

 Sovietes – Designação dos “conselhos” ou “assembleias” constituídas por operários, soldados e camponeses, que constituíam a base da organização política da Rússia no tempo da Revolução Soviética (ou Bolchevique). Mais tarde, o órgão-cúpula do sistema soviético passou a designar-se Soviete Supremo.

Textos adaptados pela colaboradora Paula Mendes (docente do 3º ciclo)
Bom trabalho!
A equipa da biblioteca

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

 
Participa!
A equipa da Biblioteca

domingo, 22 de outubro de 2017

Um autor de cada vez

Este mês, lançamos a biografia de um escritor que, recentemente, visitou a nossa Biblioteca Escolar: Carlos Canhoto.



Carlos Canhoto é alentejano, de Pavia, onde nasceu a 26 de maio de 1961.
Carlos Canhoto é o pseudónimo de António Luís Carlos, atualmente funcionário da Câmara Municipal de Mora, onde exerce a função de Coordenador da Divisão de Ação Sociocultural. O autor tem como paixão a escrita e escreve essencialmente para crianças.
Já recebeu vários prémios pelas suas obras.

Transcrevemos um pequeno texto de auto-apresentação:

"(...) Passei as tardes da meninice com a minha avó Felicidade. Brinquei à batalha naval na poça do “Curral Concelho”, com barcos de piteira. Corri atrás dos pássaros à procura dos ninhos e espreitei as bogas que ao luar subiam os ribeiros para a desova. Cresci. Agora sou casado, tenho dois filhos, vivo entre sobreiros e oliveiras que a minha mulher primorosamente pinta. Tenho milhões de abelhas, dois cães, um gato, um galo que me acorda todas as manhãs e uma horta com muitas árvores que eu mesmo plantei e trato. (...)"

In: Qual Albatraz



Algumas das suas obras:


















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