No ano da comemoração dos cinquenta anos do 25 de Abril, divulgamos a nossa revista digital: Vemos, ouvimos e lemos.
É uma montra de atividades e projetos interdisciplinares desenvolvidos pelas turmas de todos os níveis de ensino, da EB de Santiago Maior.
Francisco Fanhais, o cantor, compositor e ex-professor desta escola, que deu voz ao poema de Sophia de Mello Breyner, é o padrinho deste projeto.
A revista, com nome de poema, está alojada na plataforma True do Jornal O Público.
Para aceder clique na imagem.
Páginas
- Página inicial
- Sobre nós
- Escrita criativa: Histórias em primeira mão
- Projeto: Todos juntos, podemos ler (2ª edição)
- Projeto: Laboratórios de escrita e ilustração
- Educação Literária (Metas)
- Recursos TJPL (materiais adaptados)
- Projeto: Biblioteca Digital
- @prender Ciência com a BE
- Curadoria de Conteúdos digitais
- Projeto Escola a Ler
- Projeto: Clube de Literacias Digitais
Mostrando postagens com marcador 25 de abril. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 19 de julho de 2024
terça-feira, 18 de junho de 2024
Abril depois de Abril- À descoberta dos símbolos do 25 de Abril...
Divulgamos os recursos criados no âmbito da exploração do tema "À descoberta dos símbolos do 25 de Abril...".
As atividades foram desenvolvidas, após algumas propostas da Rede de Bibliotecas Escolares, nas quais explorámos a informação veiculada, mas adaptada aos nossos alunos e ao nosso contexto.
Foram utilizados infográficos e outros recursos da Pordata, o que permitiu um aprofundamento do tema e uma perspetiva de reflexão e análise mais abrangente.
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Encontro com autores na Biblioteca Escolar - Abril depois de Abril
Atividade enquadrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.
Articulação curricular com as disciplinas de Português, História e Cidadania e Desenvolvimento.
quinta-feira, 2 de maio de 2024
Comemorações sobre os 50 anos do 25 de Abril de 1974
No âmbito das comemorações sobre os 50 anos do 25 de Abril, a Biblioteca Escolar tem articulado com as diferentes disciplinas e tem contribuído para divulgar as diferentes atividades.
Vamos comemorar o 25 de abril e a Liberdade!
Temos disponibilizado alguns materiais que ajudam a explorar e a aprofundar o tema:
Vamos comemorar o 25 de abril e a Liberdade!
quarta-feira, 24 de abril de 2024
Francisco Fanhais na Escola Básica de Santiago Maior
No dia 17 de abril, na Escola Básica de Santiago Maior, celebrou-se de forma especial os cinquenta anos do 25 de abril.
Foi uma honra receber o querido ex-professor Francisco Fanhais, que nos brindou com a sua presença e partilha de emoções.
Alunos do Pré-Escolar ao 3.º ciclo, professores e funcionários, uniram-se para homenagear esse momento marcante da nossa história, através da música, entrevistas e surpresas preparadas especialmente para este dia. A presença do grupo coral Rouxinóis do Alentejo tornou a manhã ainda mais especial, emocionando a todos os presentes.
Divulgamos alguns recursos de apoio que foram criados / disponibilizados no âmbito do trabalho com os alunos.
Foi uma honra receber o querido ex-professor Francisco Fanhais, que nos brindou com a sua presença e partilha de emoções.
Alunos do Pré-Escolar ao 3.º ciclo, professores e funcionários, uniram-se para homenagear esse momento marcante da nossa história, através da música, entrevistas e surpresas preparadas especialmente para este dia. A presença do grupo coral Rouxinóis do Alentejo tornou a manhã ainda mais especial, emocionando a todos os presentes.
Aqui, pode assistir ao vídeo da visita na íntegra, elaborado pelos alunos do Curso Multimédia da Escola Secundária Diogo de Gouveia. A todos os que se empenharam e colaboraram em equipa para tornar este dia especial, o nosso obrigado.
Agradecemos de coração a Francisco Fanhais por ter partilhado connosco esse momento único.
terça-feira, 23 de abril de 2024
"À descoberta do 25 de Abril" - Recursos oferecidos pela Junta de Freguesia de Santiago Maior e São João Baptista
O Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santiago Maior e São João Baptista, Miguel Ramalho, visitou a nossa escola para nos oferecer o jogo "À Descoberta do 25 de Abril". Este jogo apresenta, através de desafios variados em múltiplas áreas, o significado do Estado Novo e da ditadura, bem como a importância da Revolução do 25 de Abril para os portugueses e para Portugal. É um excelente recurso para ser aplicado em contexto escolar ou em eventos, tais como as comemorações do 25 de abril.
Após a explicação do Senhor Presidente da Junta, os alunos do 3.º B rapidamente compreenderam as regras e começaram a jogar com grande entusiasmo.
Este e outros jogos de tabuleiro sobre o mesmo tema foram também doados à Biblioteca Escolar e estão disponíveis para serem requisitados pelos professores, que podem utilizá-los com as suas turmas. Ficamos muito satisfeitos, pois aprender a jogar revelou-se uma atividade verdadeiramente divertida!
A Escola Básica de Santiago Maior expressa o seu profundo agradecimento!
sexta-feira, 8 de março de 2024
Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas no Dia Internacional da Mulher
Transcrevemos a mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas :
Mulheres e meninas alcançaram grandes conquistas, derrubando barreiras, desmantelando estereótipos e ditando o caminho para um mundo mais justo e igualitário.
Ainda assim, eles enfrentam obstáculos imensos. Bilhões de mulheres e meninas enfrentam marginalização, injustiça e discriminação, e a persistente epidemia de violência contra as mulheres é uma ignomínia para a humanidade.
(...)
(...)
Os direitos das mulheres são um caminho comprovado para sociedades justas, pacíficas e prósperas. Eles são uma coisa boa para todos.
Lado a lado, vamos agir agora para torná-los realidade.
Muito obrigado."
(...)
Os direitos das mulheres são um caminho comprovado para sociedades justas, pacíficas e prósperas. Eles são uma coisa boa para todos.
Lado a lado, vamos agir agora para torná-los realidade.
Muito obrigado."
Secretário-Geral das Nações Unidas
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
domingo, 24 de abril de 2022
25 de abril - Dia da liberdade
Para dar a conhecer o contexto histórico do 25de abril, divulgamos documentos da RTP ENSINA que inclui uma boa parte da história de Portugal relativa a este período, incluindo reportagens, entrevistas, cerimónias públicas e extratos de debates...
O Tesouro é uma história de Manuel António Pina narrada ao mesmo tempo, por Carla Galvão, em Português, e Nuno Costa, em Língua Gestual Portuguesa.
"Era uma vez um país que ficou sem o seu maior tesouro. Era tão valioso que as pessoas sentiam a sua falta nas coisas mais simples, como falar à vontade ou ver os filmes, ouvir as músicas e ler os livros que queriam...."
"Era uma vez um país que ficou sem o seu maior tesouro. Era tão valioso que as pessoas sentiam a sua falta nas coisas mais simples, como falar à vontade ou ver os filmes, ouvir as músicas e ler os livros que queriam...."
Clica na imagem!
A Liberdade!
História sintetizada.... Clica na imagem!
Nada vale mais do que a Nossa Liberdade!
25 de abril SEMPRE!
quinta-feira, 10 de março de 2022
TJPL - Adaptação da obra - A viúva e o papagaio
A pedido de alguns alunos, voltamos a publicar a adaptação da obra "A viúva e o papagaio" de Virgínia Wolf.
Parte I
Parte II
Parte III
Boas leituras!
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Uma história por dia - "O Tesouro" de Manuel António Pina
Hoje, deixamos-te uma história maravilhosa relacionada com a liberdade ou, a falta dela...
É a história que levou ao 25 de abril, ao recuperar da liberdade!
Podemos refletir em qualquer momento sobre este valor e esse tesouro tão bom! A Liberdade, a sua conquista e a necessidade de a perseguir constantemente.
Podemos refletir em qualquer momento sobre este valor e esse tesouro tão bom! A Liberdade, a sua conquista e a necessidade de a perseguir constantemente.
Manuel António Pina escreve de forma muito poética e metafórica, é uma leitura que fica connosco depois de fecharmos o livro.
O Tesouro foi publicado pela primeira vez em 1994, pela Associação 25 de Abril e pela APRIL, com o alto patrocínio do Presidente da República de então, Dr. Mário Soares.
Para acederes ao livro, clica na imagem.
Se clicares na imagem, podes assistir à história de Manuel António Pina, narrada ao mesmo tempo, por Carla Galvão, em Português, e Nuno Costa, em Língua Gestual Portuguesa.
Aqui, podes aceder à versão mais atual do livro sugerida pelo Plano Nacional de Leitura.
Boas leituras!
terça-feira, 28 de abril de 2020
25 de abril de 1974 - Alunos do 3.º Ciclo
Divulgamos um trabalho realizado no âmbito da temática do 25 de abril de 1974.
Breve contextualização, recolha de poemas, músicas e sugestões de leitura.
No final, apresentamos uma proposta de escrita criativa.
Contamos com o teu contributo.
Para aceder, clica na imagem.
Breve contextualização, recolha de poemas, músicas e sugestões de leitura.
No final, apresentamos uma proposta de escrita criativa.
Contamos com o teu contributo.
Para aceder, clica na imagem.
Participa!
sábado, 25 de abril de 2020
25 de abril - Testa os teus conhecimentos
Joga e aprende
Faz palavras cruzadas sobre o tema do 25 de abril de 1974.
Para aceder, clica na imagem.
Nota: Material disponibilizado pela BE de Ferreira do Alentejo.
Faz palavras cruzadas sobre o tema do 25 de abril de 1974.
Para aceder, clica na imagem.
Nota: Material disponibilizado pela BE de Ferreira do Alentejo.
O 25 de abril explicado aos mais novos
Este pequeno vídeo explica, muito sinteticamente, o clima político, económico e social que se vivia durante o estado novo e, como e por que é que se deu a Revolução dos Cravos.
Visiona com atenção:
Visiona com atenção:
25 de abril - Revolução dos cravos
O Dia da Liberdade é comemorado em Portugal a 25 de abril.
O golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos".
Foi uma revolução porque originou uma mudança profunda na política do nosso País e, consequentemente, uma mudança em termos sociais, económicos e culturais.
Não obstante a tensão e a pressão que se fez sentir, esta revolução não teve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu cravos aos militares que os colocaram nos canos das armas, por isso, o símbolo do dia 25 de abril é o cravo.
Para saberes como tudo se passou, podes clicar na imagem.
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| 1.º Cartaz sobre o 25 de abril |
Para saberes mais, clica na imagem.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
25 de abril- revolução dos cravos
Conta-me como foi o 25 de abril.
25 de abril de 1974, o dia em que o País voltou a ser uma democracia, depois de 48 anos de ditadura. Sabe como tudo se passou . Clica na imagem!
Cravo: o símbolo da revolução
No próprio dia da revolução, uma pastelaria na Baixa preparava-se para comemorar mais um aniversário oferecendo flores a todos os clientes. A funcionária encarregada de comprá-las passou pelos militares e começou a distribuí-las - cravos vermelhos. Os soldados puseram-nos nos canos das espingardas.
Esta imagem feliz de uma arma que, ainda que dispare, só irá atirar flores, foi captada por fotógrafos e adoptada para cartaz largamente divulgado. O cravo tornou-se a imagem da revolução e o 25 de Abril ficou conhecido (pelo menos nos seus primeiros tempos) como a "Revolução dos Cravos".
PSP batendo pála ao Cap. Salgueiro Maia
Data(s): 25 de Abril de 1974
Fotógrafo: não identificado...
Data(s): 25 de Abril de 1974
Fotógrafo: não identificado...
O primeiro cartaz sobre o 25 de abril

Fotos das primeiras páginas de jornais no dia 25 de abril de 1974
Propostas de leituras (entre outras também importantes) sobre o tema:

Bom Feriado!
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Conta-me como foi o 25 de abril
25 de abril de 1974, o dia em que o País voltou a ser uma democracia, depois de 48 anos de ditadura. Sabes como tudo se passou?

24 de Abril de 1974 foi o último dia da ditadura.
O Presidente passaria então a ser o general Costa Gomes.
Fonte: http://visao.sapo.pt/visaojunior/noticias/2016-04-14-Conta-me-como-foi-o-25-de-abril
Podes ainda ficar a saber mais sobre o tema se clicares nesta imagem:

24 de Abril de 1974 foi o último dia da ditadura.
A Guerra Colonial tinha começado em 1961, e opunha o Exército português aos guerrilheiros que lutavam pela independência dos territórios africanos que Portugal na altura governava: Angola, Moçambique e Guiné.
O governo chamava a esses territórios «províncias ultramarinas» (porque estavam para além do mar) e afirmava que faziam parte de Portugal da mesma forma que o Minho ou o Algarve. Na verdade eram colónias, ou seja, países com populações e línguas próprias que no passado tinham sido conquistados e ocupados pelos portugueses. Muitos países europeus tinham tido colónias em África, mas em 1973 ou 1974 essas colónias já se tinham tornado países independentes quer dizer, já não dependiam das metrópoles, que era como se chamava aos países colonizadores.
Mas o governo português da altura teimava em manter a posse das colónias, e por isso enviava para a guerra todos os jovens. O serviço militar a tropa, como se costuma dizer durava então quatro anos, os primeiros dois passados na «metrópole», em instrução e os dois últimos no «ultramar», em combate.
Muitos jovens morriam nos combates em África. Durante os 13 anos que durou a guerra perderam a vida quase 9 mil e uns 30 mil ficaram feridos ou estropiados. Quase todas as famílias estavam de luto, pois tinham pelo menos um morto na guerra. Em 1973, Portugal tinha 150 mil homens a combater. Muitos dos sobreviventes, depois de regressarem, mostravam dificuldade em integrarem-se na vida civil e eram frequentes as doenças psiquiátricas provocadas pela terrível experiência por que tinham passado.
Além disso, Portugal (que era, como agora, um país pobre) dirigia para as despesas da guerra cerca de metade do dinheiro que gastava. Portanto, quase não havia obras públicas; construíam-se poucas estradas, pontes, escolas ou hospitais.
A Guerra Colonial nunca poderia ser ganha pelos portugueses, pois o seu combate era contra a própria História. Quase toda a África era já independente.
Nesse tempo não se podia criticar o governo, mas como a guerra se arrastava, os mortos eram já muitos e as despesas cresciam cada vez mais, as pessoas passaram a estar fartas daquilo tudo. A certa altura, os militares começaram a ser apontados como os culpados por a guerra se arrastar.
Ora, como eles sabiam melhor do que ninguém que uma guerra daquelas nunca poderia ser ganha, resolveram derrubar o governo pela força. Fazer o que se chama um golpe de Estado.
Para isso fundaram o Movimento das Forças Armadas (MFA).
O dia escolhido para a acção foi 25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem.
E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso.
Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.
Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução.
A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos.
Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido.
Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.
MILITARES DA LIBERDADE
Além do capitão Salgueiro Maia, que comandou a coluna de blindados saída de Santarém, outros militares desempenharam papéis muito importantes na preparação do 25 de Abril. O major Otelo Saraiva de Carvalho foi o comandante operacional, ou seja, dirigiu as operações todas a partir do quartel da Pontinha, junto de Lisboa.
Mas quem tinha as ideias mais claras sobre a necessidade de democratizar o País era o major Melo Antunes. Outros elementos muito importantes do MFA neste período foram o capitão Vasco Lourenço e o major Vítor Alves. Spínola veio a tornar-se Presidente da República, mas alguns meses depois demitiu-se por não concordar com a entrega das colónias aos seus habitantes. O que ele queria era constituir uma federação da «metrópole» com elas.
O Presidente passaria então a ser o general Costa Gomes.
O QUE MUDOU COM A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
Muitas coisas mudaram. As que indicamos a seguir são apenas algumas das mudanças mais importantes
ANTES
- Só havia um partido político, a Acção Nacional Popular, que apoiava o governo;
- Não havia eleições livres;
- Só se podia votar no partido do governo;
- As mulheres só podiam votar se tivessem concluído o curso secundário;
- As mulheres não podiam viajar sozinhas para fora do País sem autorização escrita do marido;
- Não se podia dizer mal do governo e quem o fizesse era preso;
- Havia uma polícia política, com milhares de informadores em toda a parte, que escutava praticamente todas as conversas;
- As pessoas casadas pela Igreja não se podiam divorciar;
- Cada patrão pagava o que queria aos seus trabalhadores;
- As notícias só podiam sair nos jornais depois de terem sido lidas e autorizadas pelos Serviços de Censura;
- Os jovens passavam quatro anos da tropa, dois dos quais na guerra.
DEPOIS
- Passou a haver muitos partidos políticos;
- As eleições passaram a ser completamente livres;
- Toda a gente pode votar (e é pena que muitos se abstenham de o fazer). O Carlitos, o Luís e o Emídio votariam quando completassem 18 anos. Mas a mãe, a irmã e a avó do Carlitos votariam pela primeira vez na vida nas eleições de 25 de Abril 1975 (um ano depois da revolução), as primeiras disputadas em liberdade;
- Mulheres e homens têm os mesmos direitos;
- Passou a haver liberdade de opinião;
- Não existe polícia política;
- O divórcio estendeu-se a toda a população;
- Passou a haver um salário mínimo nacional;
- A Imprensa é livre;
- Acabou a Guerra Colonial.
- Uns anos mais tarde, o serviço militar deixou mesmo de ser obrigatório.
Fonte: http://visao.sapo.pt/visaojunior/noticias/2016-04-14-Conta-me-como-foi-o-25-de-abril
Podes ainda ficar a saber mais sobre o tema se clicares nesta imagem:
terça-feira, 25 de abril de 2017
Poemas de abril
25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'
Abril de Abril
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril
Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre in: http://www.portugal-linha.pt/literatura/25Abril/poem4.html
Liberdade
Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quanto não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.
Sergio Godinho in: http://www.portugal-linha.pt/literatura/25Abril/poem7.html
Aqui, poderás aceder a outros recursos sobre o 25 de abril e a Liberdade.
Boas leituras!
Dia da Liberdade - 25 de abril
O Dia da Liberdade é comemorado em Portugal a 25 de abril.
O golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos".
Ora por que não?
Ouçam pois a sua história: como cresceu e sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado um sonho.
E que sonho foi esse? O da liberdade, é claro. Mas imaginou também uma democracia e uma justiça que julgou possíveis no seu país à beira-mar.
O golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos".
Foi uma revolução porque originou uma mudança profunda na política do nosso País e, consequentemente, uma mudança em termos sociais, económicos e culturais.
Não obstante a tensão e a pressão que se fez sentir, esta revolução não teve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu cravos aos militares que os colocaram nos canos das armas, por isso, o símbolo do dia 25 de abril é o cravo.
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O povo português fez este golpe de estado porque estava descontente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura.
Os militares, cansados dos conflitos da guerra colonial e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".
O Major Otelo Saraiva de Carvalho fez um plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da TV.
As forças do MFA, lideradas pelo Capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas apoiar a revolução.
Para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio. A primeira foi a música "E de pois do adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.
Recomendamos a leitura dos livros:
"Romance do 25 de abril", de João Pedro Messeder
Sinopse: E se um menino se chamasse Portugal?
Ou então: pode o Portugal do antes do 25 de Abril ser comparado a um menino?Ora por que não?
Ouçam pois a sua história: como cresceu e sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado um sonho.
E que sonho foi esse? O da liberdade, é claro. Mas imaginou também uma democracia e uma justiça que julgou possíveis no seu país à beira-mar.
Esse país onde hoje o mesmo menino, homem feito agora, continua atento a sonhar com um mundo melhor.
Para os mais crescidos:
"Lembro-me", de João Pedro Messeder
Sinopse: Em "Lembro-me" o autor remete-nos para um exercício de memória. A memória de alguém que, em 25 de Abril de 1974, tinha acabado de fazer 18 anos.
Dirige-se, desta forma, a um público já nascido e crescido num país onde as liberdades democráticas são uma realidade - cada vez mais ameaçadas, é certo, apesar de duramente conquistadas pela luta do povo ao longo de quarenta e oito anos de ditadura salazarista e machista.
"O Livro Livre", de Francisco Bairrão Ruivo (Autor) Danuta Wojciechowska (Ilustração) Joana Paz (Ilustração).
Para saberes mais sobre o 25 de abril, clica aqui.
O Livro Livre nasceu como uma outra forma de comemorar os 40 anos do 25 de Abril, dando a conhecer a crianças e jovens este marco da História de Portugal e o seu legado. Celebra os direitos e as liberdades fundamentais consagrados na Constituição de 1976 como a sua principal herança e destaca a responsabilidade do que é viver em democracia.
A equipa da biblioteca deseja um bom feriado!
segunda-feira, 24 de abril de 2017
"Retalhos de Historia" com o professor Francisco Cantanhede"
No âmbito da Semana da Leitura, os alunos das turmas do 5.º e 6.º ano, acompanhados pelos professores Fernando Soares, Fátima Silva e Filomena Galó, participaram numa sessão denominada “Retalhos de Histórias”, organizada pelas docentes de história Alice Frade e Teresa Borges em parceria com a equipa das Bibliotecas Escolares de Santiago Maior. Esta atividade foi dinamizada por Francisco Cantanhede, professor de história e autor do manual escolar dos alunos, que nos deixou um excelente testemunho pessoal e histórico sobre o 25 de abril.
O autor revelou-se um excelente comunicador, sendo que os alunos assistiram à atividade em silêncio, revelando interesse e motivação em relação à temática.
Cremos que esta atividade poderá ter contribuído para os alunos compreenderem melhor este grandioso momento de viragem que foi o 25 de abril, a partir de uma análise crítica suportada em memórias e afetos e em factos reais.
O nosso muito obrigada a todos os que contribuíram para a realização da atividade e um agradecimento muito especial ao autor que nos fascinou com o seu testemunho e o seu saber.
A equipa da biblioteca agradece.
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