O Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saëns é uma obra incontornável no panorama musical internacional.
"O Carnaval dos Animais" é uma peça composta em 1886 quando o compositor francês Camille Saint-Saëns (1835-1921) passava férias numa pequena aldeia na Áustria.
Saint-Saëns escreve o Carnaval dos Animais como uma brincadeira para divertir os seus amigos na época do carnaval e criticar o cenário musical parisiense no fim do século XIX. Por precaução, não permitiu que a obra fosse publicada, temia que ela arruinasse sua reputação de “compositor sério”. Ironicamente, O Carnaval dos Animais figura, desde sua estreia pública em 1922, um ano após a morte do compositor, entre suas obras mais apreciadas e populares.
Para saber mais, pode clicar na imagem e aceder a informação organizada pela professora Gyovana Carneiro, em funções na Universidade Nova de Lisboa
A exploração do conteúdo desta obra deu origem a diferentes obras literárias com o mesmo título.
Interpretação musical gravada no Japão em 2014 "O Carnaval dos Animais".
Animação desta obra maravilhosa.
Sugestão literária para este Carnaval:
Inspirado na obra de Camille Camille Saint-Saëns, José Antonio Abad interpreta as catorze breves peças desta composição musical, pensada em jeito de paródia, como a celebração do aniversário do rei da selva, o Leão, ao qual ocorrem vários animais, cujo desfile então começa…
O entrudo, à semelhança de outras festividades cíclicas do calendário, como manifestação tipicamente carnavalesca, tem origem que remonta às festas imperiais da Antiguidade, mais concretamente nas Saturnalia, realizadas em Roma em louvor de Saturno.
Durante as Saturnais, os escravos tomavam o lugar dos senhores, vestiam como eles, satirizavam o seu comportamento ou as suas singularidades, e chegavam a ser servidos à mesa pelos próprios amos. Abolida, temporariamente, a diferença entre escravos e homens livres, uns e outros, nesta espécie de Carnaval pagão, jogavam, comiam e bebiam juntos, em alegre convívio.
Os combates em tempo de guerra eram suspensos, os presos amnistiados, as penas capitais adiadas, os tribunais fechavam e cessavam todas as hostilidades nas cercanias das fronteiras.
Um excelente contador de história, o professor José Hermano Saraiva, recorda-nos uma breve história desta festa popular.