Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Dia da mulher. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Dia da mulher. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher

 8 de março - Dia Internacional da Mulher

Salvador Dali, Woman at the Window at Figueres, 1926.

 Um pouco de história…

O 8 de Março é lembrado no mundo inteiro como o dia internacional da mulher. Mas, qual a origem da data? Classicamente, divulgou-se que no dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.
Nesse dia, centenas de mulheres, trabalhadoras de fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque, iniciaram uma marcha de protesto contra os salários baixos, as más condições de trabalho e o horário de trabalho obrigatório de 12 horas por dia!
 A polícia foi chamada e dispersou essa manifestação com enorme violência.

Naquela altura, as mulheres não tinham direitos quase nenhuns. Sabes que nem votar podiam? Por isso era impensável terem tido a coragem de se reunir e de protestar!

Imagem ilustrativa
É que hoje nós aceitamos que as mulheres e os homens devem ter as mesmas oportunidades e direitos, mas dantes não era assim...
Aliás, se pensares um pouco verás que ainda há muito a fazer para haver justiça, não é?

A data do “dia da mulher” surgiu pela primeira vez a 19 de março de 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Imagem ilustrativa

Desde esse ano, o dia tem vindo a ser comemorado em vários países do mundo, de forma a reconhecer a importância e contributo da mulher na sociedade.
Outro dos objetivos por detrás da origem do Dia Internacional da Mulher é recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito, seja racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico.

Imagem ilustrativa
Em 1975, as Nações Unidas promoveram o Ano Internacional da Mulher e em 1977 proclamaram o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

Imagem ilustrativa
Nos nossos dias...
continua-se a lutar para que todas as mulheres tenham um sorriso nos lábios e felicidade no coração.


 Votos de um bom dia!
A equipa da biblioteca

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia 8 de março - Dia internacional da mulher

 

MULHER

A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher-cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

ARY DOS SANTOS



Um pouco de História...


 
O 8 de Março é lembrando no mundo inteiro como o dia internacional da mulher. Mas, qual a origem da data? Classicamente, divulgou-se que no dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.


Nos nossos dias...
continua-se a lutar para que todas as mulheres tenham um sorriso nos lábios e felicidade no coração . 
 
Votos de um bom dia!
A equipa da biblioteca

sábado, 8 de março de 2025

Dia Internacional da Mulher - 8 de março

                                                  
 História e Significado

O Dia Internacional da Mulher celebra-se a 8 de março e é uma oportunidade para refletir sobre as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, bem como para reforçar a luta contínua por igualdade de género e justiça. Que este dia seja um símbolo de força, união e esperança para as gerações presentes e futuras.

Qual a origem da data?

Tradicionalmente, acredita-se que a origem do Dia Internacional da Mulher remonta a 8 de março de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, realizaram uma grande greve. As trabalhadoras ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, incluindo:
Redução da jornada diária para dez horas (numa altura em que se exigiam até 16 horas de trabalho por dia);
Equiparação salarial com os homens (as mulheres recebiam, muitas vezes, apenas um terço do salário dos homens para realizar o mesmo tipo de trabalho);
Tratamento digno no ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com extrema violência. As trabalhadoras foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada, resultando na morte de aproximadamente 130 tecelãs, que morreram carbonizadas.

O legado e os desafios atuais

Mais de um século após este trágico evento, a luta das mulheres por reconhecimento, respeito e igualdade continua a ser um desafio. Ainda hoje, em muitas partes do mundo, as mulheres enfrentam discriminação, desigualdade e falta de oportunidades.

Nos dias de hoje, a luta persiste para que todas as mulheres e meninas possam viver com dignidade, igualdade e com um sorriso nos lábios e felicidade no coração. Que o Dia Internacional da Mulher nos inspire a continuar a construir um mundo mais justo e igualitário para todos.


Para saberes mais... Aqui e aqui.

Votos de um bom dia!
A equipa da biblioteca
   

quarta-feira, 8 de março de 2023

08 de março - Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

Para conhecer mais sobre a origem deste dia, pode clicar na imagem.



No âmbito do Dia Internacional da Mulher, recordamos Carolina Beatriz Ângelo, a pioneira na conquista do voto para as mulheres, tanto em Portugal, como em toda a Europa Central e do Sul. Assim sendo, Carolina marcou a História através da sua luta pela igualdade de direitos, tendo, nas eleições de 1911, conseguido o acesso ao voto.

Para conhecer melhor esta mulher especial, pode clicar na imagem.



Feliz dia da Mulher!

sábado, 11 de março de 2017

Carolina Beatriz Angelo - Mulher coragem

No âmbito do Dia Internacional da Mulher, recordamos Carolina Beatriz Ângelo, a pioneira na conquista do voto para as mulheres, tanto em Portugal, como em toda a Europa Central e do Sul. Assim sendo, Carolina marcou a História através da sua luta pela igualdade de direitos, tendo, nas eleições de 1911, conseguido o acesso ao voto.

Retrato restaurado por João Pena Fonseca - www.joaofonseca.com
Um pouco de história...


Médica, republicana e feminista, Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda, em 1877, tendo terminado o seu Curso na Faculdade de Medicina de Lisboa, no ano de 1902, facto este que, desde logo, a caracterizou como sendo revolucionária, progressista e inovadora, isto na medida em que, para além de ter sido, como já falámos, a primeira mulher a ter acesso ao voto, foi, de igual modo, a primeira dedicada à prática cirúrgica, tendo sido especializada em ginecologia.

Ao longo da sua vida, Carolina Beatriz Ângelo foi conciliando a sua atividade profissional com um desejo intenso de intervir política e socialmente na sociedade, tendo tido, como seria de esperar, um sucesso inigualável. Foi uma das principais ativistas da época, defensora dos direitos das mulheres, tendo lutado por causas como a emancipação das mulheres e o sufrágio feminino.
A sua militância em organizações deste género desenvolveu-se a partir de 1906, no Comité Português da Agremiação Francesa, La Paix et le Désarmement par les Femmes, tendo-se iniciado, no ano seguinte,  na Maçonaria - sociedade secretista associada à filosofia, ao progressismo e à filantropia - ano em que esteve, também, envolvida no Grupo Português de Estudos Feministas, cuja finalidade era a de propagar o movimento feminista, tornando as mulheres portuguesas informadas, através da edição de livros e folhetos. Em 1909, fundou, juntamente com outras mulheres, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, defensora dos ideais republicanos, do sufrágio feminino, do direito ao divórcio, da instrução das crianças e de direitos e deveres iguais para homens e mulheres.

Na revolução de 5 de Outubro de 1910, foi ela quem colaborou na confeção das bandeiras hasteadas, cargo da qual foi encarregada por Miguel Bombarda. 


Bandeira içada no dia 5 de Outubro de 1910 na Câmara Municipal de Lisboa
Imagens do Livro "Heróis do Mar - História dos símbolos nacionais"
Já depois da Implantação da República, esteve envolvida na fundação da Associação de Propaganda Feminista, em Maio de 1911. Esta associação, que chegou a dirigir, teve origem na cisão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, por questões relacionadas com a tolerância religiosa e o sufrágio feminino. No âmbito da Associação de Propaganda Feminista, projetou a criação de uma escola de enfermeiras, o que é referido como mais uma manifestação da sua preocupação com a emancipação das mulheres.

Entretanto, foi por volta desta altura que Carolina Beatriz Ângelo votou pela primeira vez, uma altura em que o direito de voto era concedido, exclusivamente, a cidadãos portugueses "chefes de família", com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever, o que levou a que Carolina Beatriz Ângelo, devido à ambiguidade da lei e ao facto de trabalhar, de ser viúva, e de ter, a seu cargo, uma filha, lutou, persistentemente, pela defesa do seu direito. Deste modo, votou no dia 28 de Maio de 1911, em Lisboa, para eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, ato amplamente noticiado em Portugal e felicitado em diversos países do mundo pelas associações feministas. Porém, não se previa que este marco se voltasse a repetir, pois, em 1913, a lei eleitoral portuguesa foi alterada, consagrando o direito de voto, única e exclusivamente, a cidadãos portugueses do sexo masculino.
Foram passados mais de 60 anos, no Golpe de Estado de 25 de abril de 1974, que a lei foi, novamente, modificada, tendo a Legislação Portuguesa permitido a todas as mulheres o direito de voto.

Assim, podemos concluir que Carolina Beatriz Ângelo foi, sem dúvida, uma mulher que, ainda hoje, permanece na História não só de Portugal, mas também, de todo o globo, com um percurso interrompido pela sua morte prematura ocorrida quando tinha, apenas, 33 anos, no dia 3 de Outubro de 1911, devido a uma síncope cardíaca. Atualmente, encontra-se sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Para saberes mais:



Para os mais pequenos, aqui fica a sugestão de leitura - Obra de José Ruy com o apoio científico de João Esteves:



A Equipa da Biblioteca Escolar

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Dia da Mãe

O Dia da Mãe é uma data comemorativa que em Portugal se celebra no primeiro domingo do mês de maio.

A equipa da Biblioteca envia um beijinho muito especial a todas as Mães!

Poema à Mãe,  (inédito)

Será que sentirei aquele olhar tão terno de novo
Será que os abraços vão voltar?
Há quem tente procurá-los no todo,
Mas o mais certo é que irão falhar.

Todos buscam e buscam...
Pensando que não vão encontrar,
Sentam-se à espera que surja
E é então que a veem chegar.

É isso que fazem as mães,
Quando menos esperamos por aquele olhar,
Enchem os nossos corações
Apenas porque soubemos esperar.
Carolina P. (aluna do 8.º ano)


Uma breve história sobre a origem deste Dia...

Grécia Antiga
Remonta às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Século XVII - Inglaterra
Celebrava-se no 4º Domingo de Quaresma um dia chamado “Domingo da Mãe”, que homenageava todas as mães inglesas.

Estados Unidos
Em 1904, quando Anna Jarvis, perdeu a sua mãe ficou muito triste. As suas amigas decidiram organizar uma festa em memória à sua mãe e Anna quis que a festa fosse festejada para todas as mães, vivas ou mortas. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou e ser celebrada no primeiro domingo de Maio.
fonte: http://www.calendarr.com/portugal/dia-da-mae/


Algumas sugestões de leitura para os mais novos...


Esta história fala-nos de um cordão umbilical entre a mãe e os filhos que nunca se corta, apenas estica.
Assim se desvendam alguns mistérios das mães. O olhar os filhos com uma centelha nos olhos, o cuidar deles - no fundo tudo o que acontece ao filho - espelha-se no coração da mãe.
Um diz, a mãe do nosso pinguim zangou-se: perdeu a paciência e deu um grito! O pequeno pinguim ficou desfeito. A cabeça voou até ao espaço, o seu corpo foi pousar sobre as ondas do mar, as asas desaparecem no meio da selva, o bico anda perdido no meio dos montes e a cauda (imagine-se!) foi parar a uma grande cidade, no meio do trânsito. Primeiro, as suas patas ficaram paralisadas, mas, depois, começaram a correr, até que chegaram ao deserto; aí, pararam para descansar. E porquê no deserto? Porque surgiu um refrescante sombra.
Era a mãe do pequeno pinguim, que, depois de ter gritado, fora ao encontro de cada pedaço do filho e, com paciência, linha e agulha, já tinha unido quase todos, faltando só as patas. "Desculpa...", disse ela, abraçando o filho e levando-o consigo.



O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.

Boas leituras!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

5 de outubro - Dia da Implantação da República

 O dia da Implantação da República, 5 de outubro, é um feriado nacional.
A implantação da República comemora-se anualmente a 5 de outubro, o dia em que a mesma foi proclamada, no ano de 1910, em Lisboa".

Imagem ilustrativa

Esta ação foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional. Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia. Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.


Imagem ilustrativa

Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga.

Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa. 


Imagem ilustrativa

O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.
Imagem ilustrativa

Sabias que a imagem da República é representada pela figura de uma mulher, tendo como inspiração a imagem na obra "A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.


Obra sobre o tema que podes encontrar na Tua Biblioteca:

Imagem ilustrativa
Sinopse: São muitas as perguntas que colocamos quando se fala do 5 de Outubro de 1910. Será que saberemos o que é uma República? Qual é a diferença entre a República e a Monarquia? Como é que nasceu o Hino Nacional? Como é que se escolheu a Nova bandeira portuguesa?
As respostas a estas e outras questões podes encontrar neste livro de José Fanha...

Se quiseres aprofundar e descobrires mais sobre este tema, clica aqui.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Conta-me história - "Dia da Implantação da República"

Queres saber por que é feriado a 5 de outubro?

Litografia alusiva à implantação da República em Portugal



No dia 5 de outubro de 1910 deu-se a implantação da República em Portugal. Esta ação foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional e também pelo Exército.

Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado mais pela monarquia, cercam o Palácio Real e obrigam o rei a exilar-se na Inglaterra. Houve resistência em algumas cidades, especialmente no interior do país, mas a força das armas acabou por se impor.

Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.



A proclamação da República foi feita das varandas da Câmara Municipal de Lisboa na manhã do dia 5 de outubro de 1910.


José Relvas proclama a República da varanda da Câmara Municipal

Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga. Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.

O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.

Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha. Foi introduzida também uma nova moeda: o escudo.

A imagem da República é representada pela figura de uma mulher, tendo como inspiração a imagem da Liberdade na obra "A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.



Eugène Delacroix "A Liberdade guinado o Povo"


Comemorações do 5 de Outubro

A implantação da República é celebrada com paradas militares, hasteamento da bandeira e execução do hino nacional na Câmara de Lisboa, discursos do presidente da Câmara e do presidente da República.



Há também imposição de condecorações a civis e entrega de espadas na Academia Militar que são feitas pelo presidente da República. No entanto, os eventos podem sofrer alteração a cada ano.


Fonte das imagens: https://goo.gl/DHt7Qd; 





domingo, 8 de março de 2020

8 de março - Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher
Almada Negreiros

José de Almada Negreiros (1893-1970)S/ título, s/data. Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna
Neste dia, publicamos um texto de Eduardo de Sá.
Clique na imagem para aceder ao documento.



Se quiseres saber mais um pouco de história sobre a origem do Dia da Mulher, clica na imagem.




domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher

A equipa da BE deseja, 
a todas as mulheres, um feliz dia!


O Dia Internacional da Mulher é comemorado anualmente a 8 de Março.

Desde 1911 o dia tem vindo a ser comemorado em vários países, de forma a reconhecer a importância e contributo da mulher na sociedade, e recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico, ao longo da história.
                                                                                                     

sábado, 21 de março de 2015

Dia Internacional da árvore e das florestas


O Dia Mundial da Árvore ou da Floresta celebra-se anualmente a 21 de março. Neste dia decorrem várias ações de arborização e reflorestação, em diversos locais do mundo.

O objetivo da comemoração do Dia Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. Estima-se que 1000 árvores adultas absorvem cerca de 6000 kg de CO2 (dióxido de carbono).

30% da superfície terrestre está coberta por florestas, sendo nestas que se realiza a fotossíntese - produção de oxigénio a partir de dióxido de carbono. As florestas são apelidadas dos pulmões do mundo, não apenas pela sua função de manutenção e renovação dos ecossistemas, como também pela sua importância em áreas estratégicas como a economia e a produção de bens e alimentos.


Origem do Dia

A celebração do Dia Mundial da Árvore ou da Floresta começou a 10 de abril de 1872, no estado norte-americano do Nebraska (EUA). O seu mentor foi o jornalista e político Julius Sterling Morton, que incentivou a plantação ordenada de árvores no Nebraska, promovendo o "Arbor Day".

Em Portugal, a 1.ª Festa da Árvore comemorou-se a 9 de março de 1913 e o 1.º Dia Mundial da Floresta a 21 de março de 1972.
 
 
 
Claude Monet. Mulher de Branco no Jardim, 1867

sexta-feira, 8 de março de 2024

Dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher

O 8 de março é lembrado no mundo inteiro como o dia internacional da mulher. 

Fonte da imagem: https://bit.ly/3kzbklN 1

Qual a origem da data? Classicamente, divulgou-se que no dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Nos nossos dias...

continua-se a lutar para que todas as mulheres tenham um sorriso nos lábios e felicidade no coração .

Para saberes mais... Aqui e aqui.


Votos de um bom dia!
A equipa da biblioteca

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Conta-me História - 5 de outubro - Dia da Implantação da República

O dia da Implantação da República, 5 de outubro, é um feriado nacional.

A implantação da República comemora-se anualmente a 5 de outubro, o dia em que a mesma foi proclamada, no ano de 1910, em Lisboa".




Esta ação foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional. Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia. Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.


Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga.

Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.



O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.


Sabias que a imagem da República é representada pela figura de uma mulher, tendo como inspiração a imagem na obra "A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.



Para saberes mais, podes clicar no vídeo:
Nota: Como o vídeo foi realizado em 2020 a contagem de anos desde 1910 não reflete a data atual. Passaram-se já 6 anos desde a sua gravação.



Para os mais novos, partilhamos outro recurso em PDF.



A Equipa da Biblioteca deseja a Tod@s um bom feriado e boas leituras! 

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

5 de outubro - Dia da Implantação da República

Hoje é feriado! Comemoram-se os 112 anos da Implantação da República Portuguesa!




A implantação da República comemora-se anualmente a 5 de outubro, o dia em que a mesma foi proclamada, no ano de 1910, em Lisboa.

Esta ação foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional e também pelo Exército.

Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia, cercaram o Palácio Real e obrigaram o rei a exilar-se em Inglaterra. Houve resistência em algumas cidades, especialmente no interior do país, mas a força das armas acabou por se impor.

Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.

A proclamação da República foi feita nas varandas da Câmara Municipal de Lisboa na manhã do dia 5 de outubro de 1910.




Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga. Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.

O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.

A imagem da República é representada pela figura de uma mulher, tendo como inspiração a imagem da Liberdade na obra "A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.



Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha. Foi introduzida também uma nova moeda: o escudo.


Ouve e aprende o hino nacional:



Para aprenderes mais sobre o tema, podes clicar nas imagens:


Outros recursos de apoio à temática:



(Para aprender de forma alegre e divertida...)





A equipa da Biblioteca deseja
Bom feriado!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

5 de outubro - Implantação da República em Portugal

O dia da Implantação da República, 5 de outubro, é um feriado nacional.


A implantação da República comemora-se anualmente a 5 de outubro, o dia em que a mesma foi proclamada, no ano de 1910, em Lisboa."




Esta ação foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional. Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia. Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.




Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga.
Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa. 



O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.



Sabias que a imagem da República é representada pela figura de uma mulher, tendo como inspiração a imagem  na obra "A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.

 

Obra sobre o tema que podes encontrar na Tua Biblioteca!



Sinopse: São muitas as perguntas que colocamos quando se fala do 5 de Outubro de 1910. Será que saberemos o que é uma República? Qual é a diferença entre a República e a Monarquia? Como é que nasceu o Hino Nacional? Como é que se escolheu a Nova bandeira portuguesa?

As respostas a estas e outras questões podes encontrar neste livro de José Fanha...

Clica aqui se quiseres aprofundar e descobrires mais este tema, ou aqui.
 
 
Fonte do texto : http://www.calendarr.com/portugal/implantacao-da-republica/;            
Fontes das imagens: http://zip.net/bgtty1; http://zip.net/bfttwc; http://zip.net/bwts6z; r outras
 
 
Poderás ainda consultar outras fontes/ recursos, nomeadamente:

A Equipa da Biblioteca deseja a Todos um bom feriado!

domingo, 11 de março de 2018

Retalhos da História - "A história de Jennifer Teege e do seu avô nazi "

"A história de Jennifer Teege e do seu avô nazi "

Era só mais uma ida à biblioteca. Uma das muitas visitas que Jennifer Teege gostava de fazer à Biblioteca Central de Hamburgo, na Alemanha. Filha de mãe alemã e pai nigeriano, a mulher negra, alta e esguia tinha 38 anos, naquele dia do ano de 2008 quando viu a visita normal à biblioteca transformar-se numa tempestade perfeita para a sua vida. Adotada aos sete anos e a lidar com depressões há muito tempo, sentiu-se atraída por um livro com o título Tenho de Amar o Meu Pai, Não É?, de Matthias Kessler. Havia algo na fotografia da mulher que surgia na capa que lhe parecia familiar. Ao folheá-lo, percebeu porquê. Aquela era a história de Monika Göth, a sua mãe biológica, que não via há décadas. Aquela era a história de Monika Göth, filha de Amon Göth, o infame líder do campo de concentração nazi de Plaszow, na Polónia, que aparece retratado no filme de Steven Spielberg, A Lista de Schindler. O homem que ficou conhecido como “o carniceiro de Plaszow”. 

“Choque não é a palavra mais correta para descrever o que senti”, diz Jennifer, hoje com 48 anos, a propósito do seu livro, onde conta a história desta descoberta e do longo caminho que percorreu para a integrar na sua vida. Amon: O Meu Avô Podia Ter-me Matado. O que sentiu, foi que tudo na sua vida se tinha subitamente desorganizado. E o que ela sabia da sua vida até então já chegava para se sentir um pouco desorganizada, sem lhe juntar um avô nazi, que gostava de começar os seus dias disparando, da janela da casa, aleatoriamente, sobre os prisioneiros do campo de Plaszow. Sim, a cena é retratada n’A Lista de Schindler e não é fruto de qualquer imaginação perversa. “A julgar pelo que os sobreviventes dizem, o filme é muito preciso em relação à figura de Amon”. 

Jennifer nasceu em 1970, fruto de uma relação de Monika com um nigeriano amigo de um homem que morava, em regime de subaluguer, na casa da antiga companheira de Amon, a mãe de Monika, Ruth Irene Göth. A menina foi entregue a um orfanato apenas com quatro semanas, supostamente, apenas por um período temporário. Monika visitava a filha esporadicamente e, por vezes, levava-a para casa da avó, o que permitiu a Jennifer construir memórias carinhosas de Ruth Irene, que a tratava tão bem. Aos três anos a criança começou a frequentar a casa de uma família de acolhimento e aos sete foi definitivamente adotada. Foi só nessa altura que o seu nome deixou de ser Jennifer Göth para assumir o sobrenome da nova família. Pouco depois, a família biológica saía definitivamente da vida da menina – até à descoberta sobre o avô, só voltaria a ver a mãe uma vez, já na casa dos 20 anos -, deixando-a a braços com sentimentos de abandono, dúvidas e revolta, a que não era alheia a sua aparência tão diferente dos seus novos pais e dos dois irmãos adotivos. 

Mas nada disto se comparou ao que sentiu quando descobriu que, afinal, era mais uma alemã com um esqueleto no armário relacionado com a Segunda Guerra Mundial. Um enorme esqueleto. O chão fugiu-lhe dos pés. “Por que razão ninguém me contou a verdade? Toda a gente me mentiu estes anos todos?”, pergunta logo no início do livro. Percebeu que a família adotiva, ao contrário do que chegou a temer, não conhecia a sua ligação a Amon Göth. Mesmo assim, a nova descoberta fê-la dar um passo muito concreto em relação ao desconforto que disse sempre ter sentido quando os pais adotivos a apresentavam como filha – passou a tratá-los pelo nome próprio e não por mãe e pai. Em simultâneo surgiram as dúvidas sobre a genética. Teria herdado algum problema mental com origem naquele “criminoso de guerra”, como se refere ao avô? Seria essa a origem das suas depressões? Procurou respostas junto dos documentos do seu processo de adoção e não encontrou qualquer indicação de que apresentava sinais de doença mental em criança. Depois, foram anos de descoberta, de ganhar coragem para contar aos amigos israelitas que era neta de um dos nazis que, muito graças ao filme de Spielberg, ficou cristalizado na mente de milhões como o arquétipo da maldade daquele período da História. 

As buscas de Jennifer levaram-na a retomar as leituras sobre o Holocausto que já fizera na adolescência, acrescentando-lhe novos livros e o visionamento de documentários, onde reencontrou a mãe e a avó, a primeira a tentar lidar com um pai cuja verdadeira essência também lhe tinha sido ocultada até muito tarde (Amon foi enforcado quando ela tinha apenas dez meses), a segunda ainda a negar que o homem que fora o amor da sua vida era o criminoso sanguinário que a História descreve. Foi a Plaszow, visitou a antiga casa onde os avós tinham morado, junto ao campo, a fábrica de Oskar Schindler, o campo de concentração e extermínio de Auschwitz. E depois havia Israel. 

Foi em Israel que Jennifer viu, pela primeira vez, A Lista de Schindler, ainda sem saber que a sua vida estava intrinsecamente ligada à história que ali era contada. No início da sua vida adulta, Jennifer travara amizade com uma jovem israelita e acabou a viver quatro anos naquele país, aprendendo hebreu e, durante algum tempo, prestando auxílio a idosos, muitos dos quais tinham passado pelos campos de concentração nazis. As amigas israelitas foram, do seu círculo mais chegado, as últimas a saberem a história da família biológica de Jennifer. Disseram-lhe que ter Amon como avô não a definia, para andar para a frente com a sua vida. 

A mulher que durante anos trabalhou em publicidade e agora dá palestras por todo o mundo, falando da sua experiência, diz que andou. Passaram-se praticamente dez anos sobre aquele dia na biblioteca. Os avós, diz, em grande medida, estão já arrumados numa das gavetas da sua vida. Não pensa neles a toda a hora, não quer fazer deles o tema central da sua existência. Ainda que o livro torne difícil concretizar esta vontade. 

“Quando fiz a descoberta sobre as minhas origens não era algo que pretendia partilhar, mas no caminho, ao lidar com a situação e ao pensar nela, percebi que aquilo era algo que me aconteceu, mas que é muito maior do que a minha história pessoal e que precisava de ser contado e partilhado”, diz. Foi com essa intenção que pegou no telefone e contactou a revista alemã Der Spiegel. Disse qual era a sua história e que queria contá-la. “Por razões várias” a revista e Jennifer não chegaram a acordo. E então ela tentou outra publicação: a Stern. Era lá que trabalhava Nikola Sellmair, a jornalista que é coautora do livro sobre a vida de Jennifer, e que contaria, pela primeira vez, a sua história nas páginas da revista. “Ela fez um excelente trabalho e quando surgiu a oportunidade de escrever o livro, perguntei-lhe se se queria juntar ao projeto”, explica Jennifer. 

A obra é, assim, uma história contada a duas vozes. Jennifer escreve de um ponto de vista pessoal, íntimo. Nikola entrevistou as várias pessoas que também surgem como personagens nesta história e inclui trechos contendo informação histórica e o ponto de vista dos outros envolvidos no processo. Incluindo Monika Göth, que Jennifer procurou e com quem esperava ter reatado uma relação. Após alguns encontros, isso não aconteceu. Monika desapareceu, de novo, da vida da filha e ela, hoje, começa por dizer que sabe por que ela o fez, mas quando procura explicá-lo faz uma longa pausa e acaba por dizer: “De facto não sei”. Há uma explicação que encontrou para ela mesma – Monika dissera-lhe que ela lhe lembrava Ruth Irene, e a mãe de Jennifer tivera uma má relação com a progenitora. “Talvez fosse isso, talvez fosse muito rápido, não sei. A diferença é que em criança, quando sofres um abandono, não entendes e pensas que a culpa é tua, que há algo de errado contigo. Em adulta consegues ver que o facto de ela cortar os laços de novo é deplorável, mas mais para ela, que está a perder a possibilidade de acompanhar os dois netos, por exemplo. Para mim, é mais fácil agora lidar com isso”, conta. 

Casada e com dois filhos, Jennifer repete que não quer ficar presa ao passado, à história da família. Quer usá-la para o presente e o futuro. Mas também para mostrar o que diz ser “o poder tóxico do segredo”. E não quer que seja apenas um livro sobre a chamada “terceira geração”, os netos dos nazis que participaram na guerra. “O livro tem muitas camadas, fala da adoção, da depressão, de tanta coisa”, diz. Para o público, contudo, é quase impossível fugir àquele avô que o actor Ralph Fiennes encarnou em 1993. Há sempre perguntas sobre ele, a que Jennifer responde, embora pareça fazê-lo já com algum cansaço. Ele era o avô dela e um criminoso de guerra. Ponto. Mais difícil foi encaixar a imagem da avó carinhosa, que tratava tão bem dela, como a amante de Amon, que com ele partilhava a casa nas imediações de Plaszow. Jennifer confessa no livro que o processo de lidar com essa dualidade da Ruth Irene lhe custou mais. 

Hoje diz que não passa a vida a pensar na avó, e quando fala dela, é com a perspetiva de usar o conhecimento do passado para apontar caminhos para o futuro, num mundo que, confessa, a preocupa muito. “Quando olhamos para Amon, ele é o retrato claro do perpetrador, a figura do líder nazi, mas a minha avó não era. Ela fazia parte das pessoas que apoiavam o sistema, os espectadores silenciosos que também foram culpados, mas não no sentido legal, porque nunca foram a julgamento. E este é um dos perigos que enfrentamos hoje, esta massa de pessoas que apoia os líderes populistas que vemos surgir em todo o mundo”. Jennifer diz que a assusta – “mas não em demasiada, senão congelamos” – a forma como estes líderes divulgam mensagens de ódio que são “aceites socialmente”, porque vêm, precisamente, de líderes legitimamente eleitos. “O Holocausto foi há muito tempo, no passado, mas as pessoas precisam de perceber que nessa altura houve mecanismos a funcionar que já tinham existido antes, senão contra os judeus, contra outros grupos, e que há exemplos incontáveis disso ao longo da História. Se não se percebe isto, eles vão repetir-se e é sobre isso que procuro falar, focando-me na ideia que temos sempre que colocar a Humanidade primeiro, e ter empatia”, diz. 

Passaram-se dez anos desde que a vida de Jennifer foi virada do avesso. O avô nazi fez dela outra pessoa? “Ainda sou a Jennifer”, diz, abrindo um largo sorriso. “Procuro viver uma vida autêntica e tenho agora boas fundações, que me dão estabilidade. Costumo dizer que se apertarmos os botões de uma camisa na casa errada, ela está apertada, mas sentimos que algo está errado. Hoje, sinto que consegui começar com o botão certo.” 

Carvalho, P. (19 de fevereiro de 2018). Se uma mulher negra descobre que é neta de um criminoso nazi isso é a vida real. O Público, p. 5.